23 de dez de 2014

Especial: Destaques de 2014

Especial: Destaques de 2014

O mercado de luxo no Brasil, decididamente, é o mais promissor. Tanto que, apesar da queda geral nas vendas, as chamadas marcas premium estiveram um bocado ativas em 2014. E, claro, acabaram se destacando nas avaliações realizadas pela equipe do noticiário automotivo “Auto Press”. Caso do Jaguar F-Type Coupé R, que teve nota máxima em várias categorias e se tornou um dos grandes destaques entre as novidades que chegaram ao país neste ano. A marca britânica conseguiu com seu imponente cupê marcar presença no desempenho, interatividade, tecnologia e design. E quase abocanhou ainda o quesito acabamento, e levou nota 10 em metade dos quesitos avaliados durante o lançamento, em abril na Espanha. Para isso, contou o estrondoso motor V8 5.0 de 550 cv e 69,3 kgfm de torque, os comandos e mostradores inspirados na aviação, controle de estabilidade, suspensão esportiva com sistema adaptativo e modo dinâmico configurável, injeção direta com pulverização direcionada (SGDI), distribuição variável dupla independente (DIVCT) e seu desenho imponente e sedutor. Outros dois cupês importados conquistaram nota máxima em desempenho. O Audi S7 surpreendeu com seu V8 4.0 de 420 cv capaz de levar o modelo de zero a 100 km/h em apenas 4,5 segundos, 0,4 s a menos que o britânico – e também empatou com ele em tecnologia. E diretamente da França, com vendas apenas prometidas para o Brasil, o Renault Mégane RS, com sua ficha técnica um pouco mais “humilde”, se impôs com um “pequeno” 2.0 turbinado capaz de descarregar 265 cv e levar o carro aos 250 km/h, limitados eletronicamente.

Mas não basta ter força, é preciso manter o carro com as rodas fincadas no chão e na direção certa. A Suzuki apostou alto na aderência mecânica do hatch compacto Swift Sport e garantiu sua presença na lista dos melhores do ano na estabilidade, dividindo o posto com a Mercedes-Benz C250 Sport e o Honda Civic Si. Enquanto isso, o ecológico Fusion Hybrid conseguiu encabeçar a lista em duas áreas distintas: interatividade – empatado não só com o F-Type, mas também com o Citroën C3 – e consumo, como já era de se esperar, já que tem o melhor aproveitamento energético aferido pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem do InMetro, com 1,33 MJ/km. Neste quesito, o Nissan March também se destacou com a motorização 1.0, que obteve índice de 1,59 MJ/km, na mesma avaliação do InMetro. E o hatch, que se tornou brasileiro em 2014, reinou sozinho ainda no que diz respeito a custo/benefício. Seguindo a ideia de oferecer mais por menos, a Nissan oferece itens só disponíveis em modelos acima de R$ 50 mil e custa 10% menos que os rivais diretos. Conforto é uma característica que normalmente se espera de um sedã. E foi isso que a nova geração do Toyota Corolla apresentou, ao ganhar bons 10 cm no entre-eixos. Isso junto com a Chevrolet Trailblazer, que ostenta 15 cm a mais de entre-eixos que o japonês e ainda conta com uma terceira fileira de bancos. Algumas investidas dão certo, outras não. A Volkswagen apostou alto no pequeno Up!. Afinal, o carrinho é moderno, eficiente e simpático. O problema é que a marca alemã acreditou que ele seria um sucesso instantâneo e que venderia as 12 mil unidades  mensais necessárias para justificar o investimento na fábrica de Taubaté. Não foi. Esse papel foi protagonizado este ano pelo simpático Ford Ka. Resultado: a Volkswagen não conseguiu substituir à altura o finado Gol G4 e perdeu a liderança mantida pelo seu compacto por mais de um quarto de século. Com isso, o Fiat Palio conseguiu se fechar 2014 como o campeão de emplacamentos nacional.

Os melhores em cada ponto

Desempenho – Jaguar F-Type Coupé R, Audi S7 e Renault Mégane RS







O F-Type Coupé R carrega toda a tradição da Jaguar e do segmento de superesportivos. O carro ostenta surpreendentes 550 cv de potência e 69,3 kgfm de torque, uma combinação que leva seu motor V8 5.0 litros turbocomprimido a entregar uma força brutal em todas as faixas de giros. A performance é digna de um carro de corrida, com velocidade máxima de 275 km/h e o zero a 100 km/h em apenas 4,9 segundos. A alemã Audi também fez bonito com seu cupê S7. Equipado com um V8 de 4.0 litros de 420 cv e 56,1 kgfm de torque, o carro atinge os 100 km/h ainda mais rápido que o F-Type: leva apenas 4,5 segundos, com sua máxima limitada eletronicamente em 250 km/h. Em outra proporção, o Mégane RS deixa bem claro o valor da assinatura Renault Sport. O 2.0 litros turbinado de 265 cv tem potência de sobra para um desempenho impressionante. Qualquer saída de sinal pode ter muita emoção e o zero a 100 km/h em 6 segundos denota bastante esportividade. Veja também: Teste do Jaguar F-Type - Teste do Audi S7 - Teste do Renault Mégane RS

Estabilidade – Suzuki Swift Sport, Mercedes-Benz C250 Sport e Honda Civic Si





A Suzuki trabalhou fortemente na aderência mecânica do hatch compacto Swift Sport. A marca japonesa trocou o tipo de aço de partes do monobloco para aliviar o peso do carro – de 1065 kg – e ganhar rigidez torcional. Além disso, trabalhou a suspensão dianteira McPherson com amortecedor com uma segunda mola e na traseira instalou um eixo autodirecional com esterçamento de até 3 graus. Garantiu uma carroceria sem rolagens laterais e excluiu qualquer possibilidade de oscilações em freadas e acelerações. Outro modelo que se destacou neste quesito foi a a Mercedes-Benz C250 Sport. O novo conjunto suspensivo, fomado por fourlink na dianteira e multilink independente na traseira, dá ao sedã um equilíbrio dinâmico condizente com seu desempenho. Já a Honda parece ter colocado cola nos pneus do Civic Si. O cupê esportivo esbanja uma invejada aderência que permite extrair o máximo do carro sempre com sensação de segurança. Principalmente em função da barra estabilizadora mais grossa, dos pneus mais largos e o entre-eixos menor – são 5 cm a menos que no sedã. Veja também: Teste do Suzuki Swift Sport - Teste do Honda Civic Si

Interatividade – Jaguar F-Type Coupé R, Ford Fusion Hybrid e Citroën C3




Os comandos e mostradores do Jaguar F-Type lembram os aviões de caça. No console, o botão laranja de acionamento do modo Dynamic remete à trava que é desacionada quando se está prestes a disparar um foguete. E tudo parece estar onde deveria. Há muitas funções disponibilizadas, mas com utilização quase sempre intuitiva. Mesmo caso do Ford Fusion Hybrid, que tem painel de instrumentos personalizável – pode-se priorizar informações do computador de bordo, do sistema de som, do GPS ou do próprio sistema propulsor, que mostra o uso do motor elétrico e a energia recuperada nas frenagens. Há até um “jogo” em que o carro premia o condutor que dirige economicamente com folhas verdes que “brotam” no painel. Destaque para o volante multifuncional, com nada menos que 16 botões. O Citroën C3 não chega a tanto. Mas seus comandos vitais estão à mão e a posição de dirigir é facilmente achada pelos multiplos ajustes de banco e volante. A visibilidade dianteira é um ponto forte e o grande para-brisa Zenith aumenta a sensação de amplitude. Isso sem falar na direção elétrica, uma das mais bem acertadas do mercado nacional. Veja também: Teste do Jaguar F-Type - Teste do Ford Fusion Hybrid - Teste do Citroën C3

Consumo – Ford Fusion Hybrid e Nissan March 1.0 


O Ford Fusion Hybrid se mostrou verdadeiramente ecológico no Programa Brasileiro de Etiquetagem do InMetro. O sedã norte-americano registrou médias de 16,8 km/l na cidade e 14,7 km/l na estrada com gasolina. Isso garantiu um índice de consumo energético de 1,33 MJ/km. Sem um motor elétrico para ajudar na redução de emissão de poluentes, o Nissan March 1.0 SV marcou, na mesma avaliação, 8,7/10,4 km/l com etanol em trecho urbano e estrada, respectivamente. Na gasolina, os números subiram para 12,5/14,8 km/l. O resultado foi a nota “A” tanto na categoria quanto no geral. Seu índice de consumo energético ficou em 1,59 MJ/km.  Veja também: Conforto – Toyota Corolla e Chevrolet Trailblazer A nova geração do Toyota Corolla teve como uma de suas principais prioridades o conforto dos passageiros. O comprimento pulou de 4,62 metros para 4,70 m e a distância entre os eixos subiu 10 cm para chegar a 2,70 m. Só o novo relevo das caixas de rodas proporcionou 7,5 cm adicionais entre a base do banco traseiro e o encosto do banco dianteiro. Com isso, mesmo as pessoas com estaturas mais avantajadas não sofrem. O mesmo acontece na Chevrolet Trailblazer. Seus 4,88 metros de comprimento, 2,85 m de entre-eixos e a altura avantajada trazem bastante comodidade para os ocupantes. Há espaço de sobra para os cinco ocupantes das duas primeiras fileiras. Já os dois assentos de trás até acomodam adultos, mas com sacrifício. Veja também: Tecnologia – Jaguar F-Type Coupé R e Audi S7 Neste ponto, o Jaguar F-Type Coupé R não economiza. Desde as tecnologias comuns a modelos de luxo, como sistemas de entretenimento sofisticados e ajustes personalizados para os bancos, até os diversos sistemas de auxílio dinâmico para o motorista. O Audi S7 não carrega tanta tecnologia, mas tem um interessante sistema multimídia e ainda controlador de velocidade de cruzeiro ativo com sistema de visão noturna. Fora o motor V8, que conta com desativação de cilindros para reduzir consumo e emissões.  Veja também: Teste do Jaguar F-Type - Teste do Audi S7

Habitabilidade – Fiat Strada Adventure CD, Peugeot 3008 e Mercedes-Benz GLA 200

A terceira porta na Fiat Strada foi além de facilitar acesso ao banco traseiro. Ela deu à picape o “status” de carro de passeio. Sua abertura do tipo “suicida” se mostra mais eficiente que uma tradicional de um carro com quatro portas. Facilita, por exemplo, o acesso a crianças, idosos ou pessoas com limitações de locomoção, já que se abre em um ângulo de quase 90º e a lateral direita não possui coluna central. Já o Peugeot 3008 é recheado de porta-objetos e conta com bancos rebatíveis e moduláveis. Seu teto solar panorâmico amplia ainda mais a sensação de espaço interno. Também na linha de crossover, a Mercedes-Benz GLA 200 consegue unir amplitude ao charme, já que possui 17 fontes de iluminação que destacam seus pontos mais importantes, como puxadores, porta-copos e área de controles dos vidros, entre outros.  Veja também: Teste da Fiat Strada Adventure CD - Teste do Peugeot 3008 - Teste do Mercedes-Benz GLA

Acabamento – Land Rover Range Rover Evoque e Peugeot RCZ

O Evoque é o menor dos Range Rover. Mas isso não o deixa atrás quando a questão é o acabamento. Materiais de altíssima qualidade estão por toda parte, sempre com uma montagem perfeita. O painel é revestido em couro, assentado sobre uma abundante camada de espuma. E o acabamento interno pode ser personalizado com madeira de duas cores diferentes ou alumínio escovado. Finalização semelhante tem o francês Peugeot RCZ. O esportivo esbanja sofisticação em seu habitáculo, com couro com costuras aparentes por toda a parte. O encaixe das peças é bom e, mesmo passando sobre pisos ruins, nada faz barulho. Veja também: Teste do Land Rover Range Rover Evoque - Teste do Peugeot RCZ

Design – Chevrolet Camaro SS Sunrise, Mini Cooper hatch e Jaguar F-Type Coupé R

Um dos destaques nesta categoria, na verdade, pouco mudou com um ligeiro face-lift. A quinta geração do Chevrolet Camaro SS já é tão exuberante que nem foi preciso mexer em nada substancial. Mas a capota conversível acrescenta charme à fórmula já consagrada do modelo. Desenho também é um dos principais fundamentos do Mini. O Cooper exala modernidade e seu aspecto geral retro-futurista e a personalidade confiante permanecem nesta nova geração apresentada no fim do primeiro semestre de 2014 no Brasil. Mas um dos automóveis mais instigantes atualmente é o Jaguar F-Type Coupé. Fica difícil encontrar “senões” no aspecto estético, herdado do coupé esportivo conceitual C-X16, apresentado no Salão de Frankfurt de 2011. O estilo do F-Type de teto rígido transmite maior percepção de esportividade e robustez.  Veja também: Teste do Chevrolet Camaro SS Sunrise - Teste do Mini Cooper hatch - Teste do Jaguar F-Type

Custo/benefício – Nissan March 1.6 SL

A Nissan depende do March para alcançar a pretensiosa meta de abocanhar 5% de participação no mercado nacional. Daí a estratégia de oferecer mais por menos no modelo. O hatch – que foi nacionalizado neste ano, sendo fabricado agora em Resende, no interior do Rio de Janeiro – custa cerca de 10% menos que outros compactos do mercado com equipamentos semelhantes. E muitos nem dispõem de todos os recursos oferecidos no March, como por exemplo o sistema de entretenimento com GPS, câmara de ré e interligado a redes sociais. Por isso mesmo, reina absoluto no quesito custo/benefício.  Veja também: Teste do Nissan March 1.6

Destaque do Ano

Jaguar F-Type Coupé R

Decepção do Ano

Volkswagen Up!
Autor: Márcio Maio (Auto Press)
Primeira classe - Jaguar F-Type brilha em 2014 enquanto Volkswagen Up decepciona nas vendas

Fonte:
Salão do Carro
Categoria: Mercado
Publicado em: 23 Dec 2014 09:40:00

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