15 de out de 2014

Papo de roda - O que seria do marrom?

Papo de roda - O que seria do marrom?



Os executivos se desesperam pois nem sempre o consumidor se comporta conforme o padrão estabelecido pelas pesquisas e teorias desenvolvidas pelos marqueteiros. Quem é capaz de imaginar o critério usado pela Bruna Lombardi para comprar um automóvel? Milhares de profissionais e empresas especializadas pesquisam tendências e preferências do consumidor. O que compram preferencialmente as mulheres? Os LGBT? Os jovens, os chefes de família? Quem compra um hatch ou um utilitário esportivo (SUV)? Qual a faixa de idade, salário ou estado civil de quem prefere um sedã compacto, ou um minivan? As peruas gostam das peruas, ou dos subcompactos de dois lugares? Picape é para fazendeiro ou “agro-boy”? O que determina a preferência por determinada marca? Quais gozam de maior prestígio no mercado? As dezenas de perfis e condições sócio-econômicas do consumidor levam as fábricas a investir pesado em pesquisas para acertar o alvo e oferecer exatamente o modelo mais adequado à preferência e ao bolso de cada um. Em apresentações de um novo automóvel para a imprensa, os especialistas em marketing da montadora costumam exibir quadros que detalham os quatro ou cinco grupos principais em que se dividem os clientes: jovem ou idoso, solteiro ou chefe de família, discreto ou arrojado, moderno ou conservador e outros do gênero. E como a área de produto desenvolve sua gama de modelos (e diversas versões de cada um) para tentar conquistar a maior fatia possível do bolo. Entretanto, o que costuma desesperar os executivos é que nem sempre o consumidor se comporta conforme o padrão estabelecido pelas pesquisas e teorias desenvolvidas pelos marqueteiros. Sérgio Habib (Citroën e JAC) diz que conversava outro dia com uma senhora num restaurante e perguntou qual era seu automóvel. Ela respondeu, sem hesitar, tratar-se de um “minivan da Citroën”. Ele ficou conjeturando se seria um Picasso, um C8 ou uma perua (station-wagon) da marca. Pouco depois, ambos saíram do restaurante e aguardavam os motoristas trazerem seus automóveis. E qual não foi seu espanto ao perceber a senhora assumindo o volante de um Renault Scénic. Um amigo me contou que estava numa concessionária DaimlerChrysler (quando a alemã ainda era dona da norte-americana) e viu um cliente chegando disposto a comprar um Dodge PT Cruiser (moderno com cara de antigo). Não simpatizou com o modelo mas se encantou com um Mercedes Classe E ao lado do Dodge no show-room. Achou caro, mas tinha outro Mercedes de preço mais razoável, o Classe B, e ele então discutiu longamente com o vendedor as condições para levá-lo. Meia hora depois, fechou negócio num Chrysler 300, um grande sedã da marca... O carro da Bruna Lombardi? “Eu acho todos muito parecidos e me confundem. Não tenho preferência por nenhum modelo e compro de qualquer marca, desde que tenha uma cor bem diferente, como o marrom, por exemplo. Assim, quando o serviço de valet me traz o carro, eu tenho certeza ser o meu”. E durma-se com um colorido desses....

Fonte: R7
Publicado em: 2014-10-11T11:28:00-03:00
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