16 de jan de 2015

Ford, Mercedes e Volks promovem greve

Ford, Mercedes e Volks promovem greve

Algumas das maiores marcas no universo automobilístico podem estar sacrificando alguns pontos atualmente com a promoção de uma greve feita pelos funcionários de suas fábricas, encontrando-se na corda bamba entre o mercado logo no início do semestre. A greve incentivada pelos funcionários das fábricas começou com uma paralisação por parte dos trabalhadores da Volkswagen, contando atualmente com o apoio de profissionais da Ford e Mercedes-Benz. A notícia da greve só se tornou sucesso com a realização de uma passeata em São Bernardo do Campo (ABC Paulista), que paralisou por 24 horas as linhas de montagem de suas fábricas nesta segunda-feira (12). A passeata que protestava com o apoio de funcionários das três fábricas reuniu aproximadamente 3.500 pessoas, ocupando uma pista da via Anchieta.

Motivo da greve



A greve nas fábricas de empresas como Volkswagen, Mercedes-Benz e Ford começou com o estopim na Volks. Com a demissão de 800 trabalhadores da fábrica na semana passada, os funcionários se mobilizaram contra o ato e protestarem contra o corte dos colegas. A Mercedes e a Ford se uniram aos protestantes da Volks, totalizando 11 mil funcionários da Mercedes e quatro mil da Ford aderindo à paralisação. O apoio da Mercedes também é motivado pelo corte de 160 colegas de trabalho que também ocorrera este ano, na produção de caminhões em São Bernardo. Os profissionais da Volks, líderes do protesto, reuniram 13 mil trabalhadores no total de toda a greve, que está acontecendo desde a última terça-feira (6). Mesmo com a suposta garantia de estabilidade a todos os trabalhadores de São Bernardo até 2016, os profissionais não pretendem acalmar a mobilização.

Prejuízos desencadeados à Volks pela greve



Não é a toa que os funcionários da Volkswagen acreditaram na greve como forma de chamar a atenção da empresa: Com uma semana de greve completada nesta terça (13), a Volks do ABC já perdeu a produção de pelo menos 8.400 veículos, considerando que a cada dia, a média de produção é de 1.400 carros, sem considerar o domingo. A explicação da Volks para o corte geral foi o fim da linha de montagem da Kombi, que teve desempenho ruim nas vendas de 2014 e acabou deixando 2.100 funcionários sem função dentro da produção da unidade, que trabalha atualmente com a fabricação de Gol, Saveiro e Polo. O sindicato dos metalúrgicos da região (SMABC) afirma que, até o momento, a fabricante não abriu quaisquer negociações. 
Com a demissão de 800 trabalhadores da fábrica na semana passada, os funcionários se mobilizaram contra o ato e protestarem contra o corte dos colegas

Fonte: Salão do Carro
Categoria: Mercado
Publicado em: 14 Jan 2015 12:47:00

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