16 de set de 2015

Primeiras impressões da Chevrolet Montana Sport

Primeiras impressões da Chevrolet Montana Sport

O segmento de picapes compactas é uma peculiaridade do mercado brasileiro. Os utilitários derivados de hatches compactos surgiram para ser veículos voltados para o trabalho. Com o passar do tempo, se transformaram em uma espécie de “curinga” automotivo. Hoje, esbanjam versatilidade ao ganharem multiplas versões com maior espaço interno, itens de conforto de carro de passeio e design jovial. Afinado com os dois últimos quesitos, aparece a Chevrolet Montana, que briga em um segmento liderado há mais de 15 anos pela Fiat Strada e o posto de segundo lugar com a Volkswagen Saveiro.

Como era de se esperar, a picape compacta da Chevrolet tenta exibir tudo que de melhor tem em sua versão “top”, a Sport. Enquanto as concorrentes dispõem de cabine simples, estendida e dupla, o utilitário compacto da marca americana só é produzido com cabine simples. Talvez a falta de opções seja um dos motivos para a larga desvantagem no número de emplacamentos frente às rivais – 18.129 unidades da Montana contra 42.414 da Volkswagem Saveiro e 72.336 da Fiat Strada, entre janeiro e agosto deste ano.

A versão Sport responde por apenas 10% das vendas da picape da GM. Aposta no visual e nos itens de série para ganhar algum destaque em relação à concorrência. O modelo começa em R$ 53.050 – R$ 9.500 a mais que a de entrada LS, responsável pelos outros 90% das vendas da linha –, e sai de fábrica equipado com direção hidráulica, ar-condicionado, freios ABS com EBD, travas, vidros e retrovisores elétricos. Estão presentes também acendimento automático dos faróis, controle de velocidade de cruzeiro, computador de bordo e sistema de som com Bluetooth e entrada USB. A picape conta com os opcionais de sensor de estacionamento, santantônio e capota marítima.

Como o próprio nome da versão sugere, a Montana Sport recebe alguns apetrechos visuais diferenciados. Na parte externa, entre os destaques estão faróis com máscara negra, luzes de neblina, rack de teto, adesivo na lateral em alusão à versão e rodas de liga leve aro 16. No interior, aparece o volante multifuncional com comandos de áudio e telefonia. Alguns botões possuem contornos cromados e as molduras das saídas de ar são prateadas.

Para impulsionar o modelo, o propulsor continua o mesmo 1.4 litro capaz de desenvolver até 94/99 cv quando abastecido com gasolina/etanol. Já o torque máximo fica em 12,9/13 kgfm, respectivamente. Trabalha em conjunto com o motor a transmissão manual de cinco velocidades.

Primeiras impressões

A configuração Sport certamente dá um visual mais agradável à picape da Chevrolet. As rodas aro 16 de liga leve junto com faróis e lanternas escurecidas quebram um pouco da imagem de carro totalmente voltado para o trabalho. Porém, no conjunto geral, o design ainda não chega a ser dos melhores frente ao das concorrentes. No interior, há espaço apenas para dois ocupantes, que dispõem de certa liberdade para joelhos, pernas, e cabeça. Um pequeno espaço atrás dos bancos serve para guardar bagagem de mão como pastas ou mochilas. Não há muitos porta-trecos, porém, os que estão ali atendem razoavelmente à demanda cotidiana.
A Montana Sport fornece alguns itens para uma condução mais confortável, caso do ar-condicionado, direção hidráulica, acendimento automático dos faróis, controle de cruzeiro e volante multifuncional. O painel inicialmente torna-se um pouco estranho, com o posicionamento do conta-giros na parte superior direita, velocímetro ocupando todo o canto esquerdo e ponteiro de combustível no canto inferior direito. Ao centro, encontra-se uma tela digital com informações de computador de bordo. Mas após rodar alguns quilômetros, o motorista se adapta.
Em movimento, o desempenho da picape torna-se limitado. O motor 1.4 litros de 99 cv de potência e 13 kgfm de torque impulsiona o modelo com certa dificuldade. As respostas das pisadas no acelerador são demoradas. O carro custa a desenvolver velocidade, e quando o motor “enche”, o fraco isolamento acústico passa a sensação de que o condutor está “esgoelando” o modelo. A transmissão manual de cinco marchas possui engates curtos e simples, e para engatar a ré, basta pressionar um botão na parte de trás da alavanca, sem nenhum mistério. O comportamento dinâmico é bem razoável. Em retas, a picape se comporta bem, e nas curvas, a carroceria parece deslizar um pouco. Mas nada que venha a causar algum desconforto, desde que o motorista não exagere.

Ficha técnica

Chevrolet Montana Sport 

Motor: Gasolina ou etanol, dianteiro, transversal, 1.389 cm³, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando de válvulas simples no cabeçote. Injeção multiponto de combustível e acelerador eletrônico.
Transmissão: Manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não oferece controle de tração.
Potência máxima: 94 cv com gasolina e 99 cv com etanol a 6.200 mil rpm.
Torque máximo: 12,9 kgfm com gasolina e 13 kgfm com etanol a 3.200 rpm.
Diâmetro e curso: 77,6 mm x 73,4 mm.
Taxa de compressão: 12,4:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados. Traseira com molas helicoidais do tipo progressivas, amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados. Não oferece controle de estabilidade.
Pneus: 195/55 R16. 
Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás. Oferece ABS e EBD.
Carroceria: Picape cabine simples em monobloco com duas portas e dois lugares. Com 4,51 metros de comprimento com 1,70 m de largura, 1,58 m de altura e 2,67 de entre-eixos. 
Peso: 1.133 kg em ordem de marcha
Capacidade de carga útil: até 768 kg. 
Tanque de combustível: 56 litros.
Produção: São Caetano do Sul, São Paulo.
Lançamento: Setembro de 2010.
Autor: Raffaele Grosso (Auto Press)
Fotos: Isabel Almeida/Carta Z Notícias

Traje de domingo - Versão Sport tem a função de dar um toque de charme à picape Chevrolet Montana

Fonte: Salão do Carro
Categoria: Testes
Publicado em: 16 Sep 2015 08:52:00

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