13 de fev de 2015

Impressões do Honda Civic EXR 2016

Impressões do Honda Civic EXR 2016

Foram longos meses de espera. Depois de ficar de fora do facelift do Civic em junho, a configuração "top" EXR volta a ser comercializada pela Honda no mercado brasileiro. E chega logo com uma difícil missão pela frente. O objetivo é ajudar o sedã a recuperar a liderança do segmento de médios – posto atualmente ocupado pelo Toyota Corolla. Para isso, a marca japonesa apostou suas fichas em uma combinação que promete fazer barulho: tecnologia e preço. A configuração mais cara do Civic agora parte de R$ 88.400 – o do rival, a Altis, começa em R$ 96.330. O preço R$ 10 mil acima da versão intermediária LXR – que custa R$ 78.400 – é explicado em grande parte por nova uma central multimídia com monitor LCD escamoteável de sete polegadas. Esse dispositivo traz GPS integrado com  informações de trânsito das principais capitais do país – inicialmente só disponíveis nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. O sistema ainda possibilita a conexão Wi-Fi com o uso de browser para acesso à internet – quando o veículo não estiver em movimento –, além da conexão Bluetooth.

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Outro diferencial da tecnologia é uma inédita entrada HDMI. Ela permite a reprodução de áudio, vídeo e imagens em alta definição por meio de dispositivos como notebooks, câmeras digitais, smartphones, entre outros. Também existem agora duas entradas USB, além do CD player e da entrada auxiliar. Já a câmara de ré segue a tendência de Fit e City e passa a ter três modos de visão – normal, com campo ampliado e de cima para baixo –, incluindo a função de guia dinâmica, na qual a linha de guia acompanha a rotação do volante. O Civic EXR ainda traz controles eletrônicos de estabilidade e tração, direção elétrica progressiva e o assistente de rampa – que passam a ser itens de fábrica também na intermediária LXR. Já o teto solar e os airbags laterais e de cortina são restritos à configuração "top".

Quanto ao visual, a versão EXR se assemelha às sutis mudanças recebidas no meio do ano passado pelas configurações LXS e LXR. Grade frontal diferenciada, barra cromada na tomada de ar do para-choque, farol de neblina em formato circular e rodas de liga leve de 17 polegadas. A topo da gama ainda conta com maçanetas cromadas - enquanto na LXR elas são da cor da carroceria. Já o interior conta com uma parte do painel em preto e acabamento em pintura metalizada na moldura do painel de instrumentos.

O que não sofreu alteração na gama 2016 do Honda Civic é a oferta de motores. A versão LXS continua ser empurrada pelo 1.8 litro flex i-VTEC de 139 cv a 6.200 rpm e 17,5 kgfm de torque a 4.600 giros com gasolina. Com etanol, os números sobem pouco: 140 cv a 6.500 rotações e 17,7 kgfm de torque a 5 mil rpm. Já nas configurações LXR e EXR, quem dá as cartas é o propulsor também bicombustível, mas 2.0 litros i-VETEC de máximos 155 cv a 6.300 rpm e 19,3 kgfm de torque. Quando abastecido com gasolina, a potência fica em 150 cv e o torque, em 19,5 kgfm. Todas as versões dispensam o "tanquinho" para partida a frio e contam com a transmissão automática de cinco marchas – sendo que na básica LXS ainda há a opção de um câmbio manual de seis velocidades.

Primeiras impressões

Múltiplas percepções

Indaiatuba/SP – Se não fossem as letras EXR na traseira, seria difícil identificar de que se trata de uma versão topo de linha do Honda Civic. Isso porque o modelo recebeu o mesmo pacote visual já adotado nos seus companheiros de gama. Mas com um olhar mais cuidadoso logo as discretas diferenças externas aparecem. A configuração conta com teto solar exclusivo e as quatro maçanetas são elegantemente cromadas. Quando se entra no modelo, a confirmação imediata de que a configuração é realmente a "top" de linha vem através da tecnologia. Uma grande tela multimídia de sete polegadas está cravada no meio do painel. E é ela que dá o tom à "nova" versão EXR. Isso porque tem o manuseio extremamente fácil com a tela sensível ao toque e também capacitiva – que aceita movimentos iguais aos feitos em smartphones. A central ainda traz diferenciais como entrada HDMI, que espelha imagem e reproduz o som de aparelhos celulares – somente com o carro parado – , além de aceitar conexão com internet via Wi-Fi. Há ainda duas entradas USB.

O GPS integrado é um capítulo à parte. É extremamente simples e intuitivo o uso do recurso. Tudo facilitado pela grande tela de excelente visualização. Ele ainda traz um item interessante. É possível escutar música durante uma rota selecionada e durante o percurso, as indicações sonoras de direção são transmitidas apenas pelo alto-falante do condutor, enquanto as outras caixas de som mantém o áudio musical.
Em movimento, o Civic continua competente. O motor 2.0 de máximos 155 cv move o sedã com destreza. O modelo ainda confere muito conforto a quem vai a bordo sem comprometer seu equilíbrio dinâmico. Para os motoristas que se empolgam na direção, os controles eletrônicos de tração e estabilidade estão presentes para garantir a ordem – sem esquecer os seis airbags que também acompanham a versão.

Ficha técnica

Honda Civic 2016

Motor 1.8 (LXS): A Gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.799 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando variável de válvulas e comando simples no cabeçote. Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico.
Potência máxima: 139 cv (gasolina) a 6.200 rpm e 140 cv (etanol) a 6.500 mil rpm.
Torque máximo: 17,5 kgfm (gasolina) a 4.600 rpm e 17,7 kgfm (etanol) a 5 mil rpm.
Diâmetro e curso: 81 mm X 87,3 mm.
Taxa de compressão: 10,6:1.
Transmissão: Manual de seis marchas à frente e uma a ré ou automática de cinco marchas à frete e uma a ré. Tração dianteiro.
Motor 2.0 (LXR e EXR): A Gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.997 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando variável de válvulas e comando simples no cabeçote. Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico.
Potência máxima: 150 cv (gasolina) e 155 cv (etanol) a 6.300 rpm.
Torque máximo: 19,3 kgfm (gasolina) a 4.700 rpm e 19,5 kgfm (etanol) a 4.800 rpm.
Diâmetro e curso: 81,0 mm x 96,9 mm. Taxa de compressão: 11,0:1.
Transmissão: Câmbio automático de cinco velocidades à frente e uma a ré, com trocas manuais no volante. Tração dianteira. Controle eletrônico de tração. 
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson. Traseira independente do tipo multilink. Oferece controle eletrônico de estabilidade nas versões LXR e EXR.
Pneus: 205/55 R16 (LXS) e 205/50 R17 (LXR e EXR).
Freios: Discos ventilados na frente e atrás. Oferece ABS com EBD.
Carroceria: Sedã em monobloco com quarto portas e cinco lugares. Com 4,52 metros de comprimento, 1,75 m de largura, 1,45 m de altura e 2,67 m de distância entre-eixos. Tem airbags frontais de série nas versões LXS e LXR e frontais, laterais e de cortina na EXR.
Peso: 1.240 kg (LXS MT), 1.274 kg (LXS AT), 1.298 kg (LXR) e 1.325 kg (EXR).
Capacidade do porta-malas: 449 litros.
Tanque de combustível: 57 litros.
Produção: Sumaré, São Paulo.
Lançamento mundial: 1972.
Lançamento no Brasil: 1992.
Lançamento da atual geração no Brasil: 2012.
Reestilização: 2014.
Preço: R$ 70.900 (LXS MT), R$ 73.900 (LXS AT), R$ 78.400 (LXR) e R$ 88.400 (EXR), com adicional de R$ 1.200 para pintura metálica/perolizada.

Autor: Raphael Panaro (Auto Press)
Fotos: Raphael Panaro/Carta Z Notícias

Resposta à altura - Honda retoma venda da versão topo EXR do Civic 2016 para voltar à liderança do segmento de médios

Fonte: Salão do Carro
Categoria: Testes
Publicado em: 12 Feb 2015 15:00:00

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