28 de out de 2015

Papo de roda - Qual o combustível do futuro vai vencer no final

Papo de roda - Qual o combustível do futuro vai vencer no final





Qual energia elétrica vingará no automóvel do futuro: virá da bateria ou da célula a combustível?
Que o carro do futuro será elétrico, não há dúvida.  Ao híbrido, sucesso que já vendeu cerca de sete milhões de unidades no mundo, cabe entrar para a história como tecnologia de transição entre a era do motor a combustão e do elétrico. Como utiliza ambos, seu custo é muito elevado e o inviabiliza a longo prazo. Se o martelo está batido em relação à eletricidade como fonte de energia, resta definir de onde ela virá para movimentar os motores elétricos. Há duas tendências:  a que defende a tese da bateria e a que prefere as células a combustível (“fuel-cell”). Quem está com a bateria (e não abre...) é Elon Musk, um sul-africano de 44 anos que ficou milionário ao criar (e depois vender) o sistema Pay Pal.  Foi um dos fundadores da fábrica de automóveis Tesla (2004) na Califórnia, hoje é seu presidente e detem 22% de participação acionária. O primeiro modelo, um roadster (conversível de dois lugares) foi fabricado entre 2006 e 2011. Produz atualmente um sedã de quatro portas (Model S) lançado em 2012 que custa U$ 75 mil dólares e suas baterias permitem rodar até 400 km sem recarga. A Tesla já iniciou a produção e começa a vender em 2016 o Model  X, um SUV com portas que se abrem para cima, como o Mercedes-Benz “ Asa de Gaivota”.  A produção da fábrica este ano é de 55 mil unidades, mas tem objetivo de atingir 500 mil em 2020. E baixar gradualmente o preço de seus modelos: o compacto Model 3 (que chega em 2017) deverá custar apenas U$ 35 mil (o consumidor pagaria apenas U$ 27.500 com o subsídio do governo de U$ 7.500). Além de produzir automóveis, Musk constrói uma fábrica de baterias (de ion-lítio) no deserto de Nevada, que ele diz ser a maior do mundo. Além de fornecer para seus próprios veículos e outras fábricas de automóveis, ele produzirá também armazenadores de energia para casas (Powerwall) e empresas (Powerpack).  Afirma que o elevado volume de produção (não revela a capacidade) vai reduzir substancialmente o custo das baterias. Quando lançou o primeiro Tesla movido por baterias há quase dez anos, a autonomia de outros elétricos não chegavam a 200 km. E as grandes fábricas insistiam nos híbridos. Hoje, marcas famosas aderiram ao automóvel elétrico e lançam modelos de olho nos carros da Tesla. GM, Porsche, Audi e Toyota entre elas. Em todo o mundo existem pesquisas para se desenvolver baterias mais eficientes que as de íon-lítio, mas Musk continua acreditando nelas, as mesmas instaladas em celulares, lap-tops, etc.  A Tesla terá a Panasonic e outras empresas de aparelhos eletrônicos como sócias em sua fábrica.  E tem parcerias também com a Toyota e Daimler.  Além de baterias e automóveis, Elon Musk sonha mais alto com seu projeto Space X: uma fabricante de foguetes que tem contratos com a Nasa e o Pentágono... E o “fuel –cell”? Muitos continuam apostando no automóvel elétrico que dispensa as complicadas baterias, pois gera energia elétrica numa célula a combustível a partir de uma reação química do hidrogênio (armazenado num tanque) com o oxigênio. Muitas fábricas investiram nos automóveis com as “fuel-cell” e centenas deles rodam experimentalmente, enfrentando porém, o problema da falta de uma rede de postos com hidrogênio. Mas a bateria também é problemática, por seu elevado custo, peso e tempo de recarga.   Elon Musk não acredita na fuel-cell e debocha dela publicamente. Em suas palestras e entrevistas, ele a chama de “fool-cell”. Em inglês, “Célula idiota”...

Fonte: R7
Publicado em: 2015-10-09T19:43:00-03:00

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