13 de nov de 2014

Primeiras impressões da Chevrolet Spin Activ

Primeiras impressões da Chevrolet Spin Activ

O brasileiro parece cada vez mais atraído pelo visual despojado e aventureiro quando o assunto é carro. E isso não se resume apenas ao público jovem. O sucesso dos utilitários esportivos no mercado nacional faz com que as fabricantes aproveitem automóveis de outras categorias para ganharem suas versões com estética “off-road”. Caso da minivan Spin, que acaba de receber a configuração Activ. Depois de perceber que cerca de 20% do público que busca uma minivan procura modelos com esse apelo visual, a Chevrolet agora espera ampliar as vendas da Spin em algo próximo a esse número. E acredita que a nova configuração deva chegar a responder, em breve, por 25% das unidades emplacadas – atualmente, a média é de 3 mil mensais.

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O Spin Activ caracteriza-se principalmente pelos elementos decorativos da carroceria e interior exclusivo da versão. Na frente, o para-choque foi redesenhado, ganhando vincos pronunciados nas extremidades e aplique na parte inferior em tom fosco escuro. Faróis de neblina têm molduras em preto brilhante e os faróis ganham máscara negra e lentes transparentes. O perfil se destaca pelas rodas de liga leve diamantadas de 16 polegadas, molduras de proteção nos para-lamas, soleira das portas e um largo decalque e barra longitudinal que se estendem sobre todo o teto. Retrovisores externos e coluna central pretos e adesivos alusivos à versão completam a lateral. Na traseira, o que mais chama atenção é o estepe fixado na tampa do porta-malas.

Por dentro, a cabine passou por um processo de personalização. Os bancos têm desenho exclusivo, com estampa que engloba as cores branca, cinza e preta e costuras aparentes. A cor dos revestimentos internos é preta – nas outras versões é marrom. Uma moldura prateada no centro do painel envolve o sistema multimídia MyLink com tela de sete polegadas, de série na Activ. Além dele, itens como ar-condicionado, direção hidráulica, retrovisores e vidros elétricos e sensores de estacionamento traseiros saem de fábrica. O modelo dispõe ainda de uma extensa lista de acessórios, que inclui tablet de sete polegadas com suporte para encosto de cabeça e câmara de ré e módulo de TV compatíveis com o sistema MyLink.

Sob o capô está o mesmo 1.8 litro de 106/108 cv com gasolina/etanol no tanque, que equipa as outras versões da minivan. O torque de 16,4/17,1 kgfm quando abastecido com os mesmos combustíveis aparece em 3.200 rpm. Já a transmissão pode ser manual de cinco velocidades ou automática de seis, sendo esta última uma nova calibração da GF6, que é utilizada nas outras versões da Spin. Segundo a marca, ela proporciona trocas de marchas em tempo 50% menor e reduções duplas e até triplas. Nesta versão, a minivan ainda fica 8 mm mais alta, em função da adoção de rodas maiores. Além disso, os pneus são mais largos e de perfil baixo, de uso misto. Com a nova distribuição de peso da versão Activ, uma nova calibração de suspensão, com molas e amortecedores de acertos específicos, foi providenciada.

Em comparação com a configuração de topo LTZ, a Spin Activ é R$ 100 mais cara, tanto com câmbio manual ou automático. Mas só leva cinco passeiros, enquanto a LTZ tem uma terceira fileira de bancos, capaz de acomodar mais duas pessoas. Com o pedal da embreagem, a Activ custa iniciais R$ 62.060. Sem ele, a conta sobe para R$ 65.860. A Citroën pede R$ 65.790 pelo Aircross Exclusive com motor 1.6 e transmissão automática, melhor acabamento que a Spin, mas sem sistema multimídia. Já a Nissan entrega a Livina X-Gear, também sem sistema de entretenimento mas com motor 1.8 e câmbio automático, por iniciais R$ 56.890, mas trata-se de um carro em despedida no cenário nacional. Já a Fiat pede R$ 63.338 pelo Fiat Idea em sua versão Adventure, também sem sistema multimídia e com transmissão automatizada, mas com motor bem mais potente – são 132 cv com etanol. Já pelo Doblò Adventure nas mesmas condições que o Idea, mas com transmissão manual, a etiqueta de preço atinge R$ 73.702. Nesse caso, porém, há sete lugares. Para quem quer um veículo familiar com aparência “off road” e valoriza a conectividade, a Spin Activ pode merecer um olhar mais atento.

Primeiras impressões

O motor 1.8 litro de 108 cv com etanol no tanque move com eficiência a nova Spin Activ. Não há sobras, mas o toque máximo de 17,1 kgfm já presente integralmente a 3.200 rpm favorece consideravelmente as retomadas e, principalmente, ultrapassagens. Basta pisar fundo no acelerador e ver a transmissão automática reduzir até três marchas para aumentar a velocidade. Porém, há uma ressalva: nos momentos em que o condutor quiser efetuar as mudanças de marchas manualmente, dependerá do botão na alavanca. Uma interação pouco instigante.

Os apetrechos aventureiros não tiraram a vocação de veículo familiar da Spin. O amplo espaço interno possibilita que quatro ocupantes viajem sem apertos. O avantajado porta-malas de 710 litros é bem superior ao que se espera de uma minivan compacta. A suspensão absorve com eficiência os desníveis das ruas brasileiras. O isolamento acústico, porém, deveria ser mais bem trabalhado. Ao se exigir um pouco mais do propulsor, o barulho invade a cabine sem cerimônias. O que conflita com uma das estrelas principais do interior da Spin Activ: o sistema de entretenimento MyLink, item de série nesta versão.  As rolagens de carroceria são sutis e não causam sensação de insegurança. Mesmo em velocidade elevada, a Spin Activ reage bem aos comandos do condutor. Em curvas mais acentuadas, porém, convém não abusar. A visibilidade é boa tanto na frente quanto atrás, apesar da inserção do estepe na traseira. Porém, com essa novidade, fica mais difícil utilizar o porta-malas. Com a quinta roda presa no centro de sua tampa, é preciso um vão mais livre para conseguir destravar o pneu reserva e acessar o espaço.

Ficha técnica

Chevrolet Spin Activ

Motor: Gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.796 cm³, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Acelerador eletrônico e injeção multiponto.
Transmissão: Câmbio manual de cinco marchas ou automático de seis velocidades à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não possui controle de tração.
Potência máxima: 108/106 cv a 5.400 rpm com etanol/gasolina.
Torque máximo: 17,1/16,4 kgfm a 3.200 rpm com etanol/gasolina.
Diâmetro e curso: 80,5 mm X 88,2 mm.
Taxa de compressão: 10,5:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com barra estabilizadora e amortecedores pressurizados. Traseira semi-independente por eixo de torção, barra estabilizadora e amortecedores pressurizados.
Pneus: 205/60 R16.
Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás. ABS de série.
Carroceria: Monovolume em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,42 metros de comprimento, 1,73 m de largura, 1,69 m de altura e 2,62 m de distância entre-eixos. Airbag duplo frontal de série.
Peso: 1.316 kg (manual) e 1.325 kg (automática)
Capacidade do porta-malas: 710 litros.
Tanque de combustível: 53 litros.
Produção: São Caetano do Sul, São Paulo. 
Lançamento no Brasil: 2012.
Lançamento da versão: 2014.
Itens de série: Ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas, ajuste de altura do banco do motorista, rodas de 16 polegadas, rack de teto, faróis de milha, sensor de estacionamento traseiro, computador de bordo e sistema de entretenimento MyLink com Bluetooth e USB. 
Preço: R$ 62.060. 
Opcionais: Transmissão automática de seis velocidades e piloto automático. 
Preço completa: R$ 65.860. 

Aventura de baixo risco - Com versão Activ, Chevrolet adiciona elementos “off-road” à tradicional e bem-sucedida Spin

Fonte: Salão do Carro
Categoria: Testes
Publicado em: 12 Nov 2014 23:33:00

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