13 de abr de 2016

Primeiras impressões da nova Ford Ranger

Primeiras impressões da nova Ford Ranger

Este ano começou de maneira competitiva no segmento de picapes médias. A liderança de duas décadas da Chevrolet S10 foi tombada pela nova geração da Toyota Hilux, lançada nas configurações diesel no final do ano passado. E até a chegada da Fiat Toro – que não chega a ter dimensões de média, mas carrega uma tonelada de carga nas versões diesel – acena para uma possível migração de alguns clientes de comerciais leves maiores para o modelo. A época não poderia ser mais oportuna para a Ford apresentar a reestilização da Ranger, que a exemplo dos carros de passeio da marca norte-americana, sai na frente com tecnologias que normalmente não são inseridas nesse tipo de veículo. Veja também:
  • Ford revela imagens do interior da nova Ranger
A lista inclui piloto automático adaptativo, alerta de colisão, farol alto automático e sistema de permanência em faixa, oferecidos para a versão Limited. Além deles, há câmara de ré e monitoramento de pressão dos pneus também para a configuração intermediária XLT. O piloto automático adaptativo permite programar a velocidade de cruzeiro e a distância do veículo à frente, enquanto o alerta de colisão detecta o risco de acidente e avisa o motorista por uma luz refletida no para-brisa – com pré-carregamento do sistema de freios. A permanência na faixa tem o apoio de uma câmara para sinalizar mudanças indevidas e até realiza pequenas correções no volante.

A conectividade ganha destaque no sistema Sync de série em toda a linha. Tem CD/MP3-player, entrada USB/iPod, Bluetooth, comandos de voz para áudio e telefone, comandos de áudio no volante e ligação automática para o SAMU – só quando há um celular com sinal emparelhado. A tela é de 4,2 polegadas na configuração de entrada XLS, passando a 8 polegadas e com GPS incluído nas mais caras.

As alterações estéticas favoreceram essa ideia de modernidade que a Ford busca para a picape. A nova grade dianteira ganha entradas de ar laterais e o formato trapezoidal característico da assinatura global da marca. Faróis com projetores se conectam à peça e a parte inferior do para-choque atua como uma espécie de barra de proteção. O capô traz ressaltos e as versões mais caras, XLT e Limited, abusam dos cromados na grade do radiador e para-lama, faróis, capas dos retrovisores, maçanetas e para-choque traseiro. Ambas também incorporam estribos laterais e santantônio – este último em formato tubular e cromado na XLT e na cor do veículo na Limited. A de topo Limited conta ainda com bagageiro de teto, protetor de caçamba e capota marítima. Toda a linha é equipada com rodas de liga leve, de aro 17 nas versões XLS e XLT, e de aro 18 e exclusiva na Limited. Atrás, no entanto, nada de novo.

Por dentro, o painel é totalmente novo, em formato de barra horizontal. O ajuste do banco do motorista é elétrico na Limited e os revestimentos em couro aparecem nela e também na XLT. As duas contam com duas telas de 4 polegadas no painel de instrumentos que podem ser configuradas para exibir as informações desejadas pelo motorista. Dados do computador de bordo e conta-giros se revezam na esquerda, enquanto os do GPS, sistema de som e telefonia ficam à direita.

Sob o capô, há opções 2.2 e 3.2 movidas a diesel e 2.5 flex. Os dois primeiros ganharam novos bicos injetores, turbocompressores, desenho de válvulas e sensor de temperatura de gases de exaustão. No maior, que equipa tanto as versões XLT quanto Limited, seguem os 200 cv  a 3 mil rpm e 47,9 kgfm entre 1.750 e 2.500 rpm e a transmissão é sempre automática de seis marchas. Já o 2.2, exclusivo da XLS,  ganhou 10 cv e 1 kgfm, totalizando 160 cv a 3.200 rpm e torque de 39,2 kgfm entre 1.600 e 2.500 rpm, com as opções de transmissão manual ou automática, ambas de seis velocidades. O 2.5 Flex, presente por enquanto apenas nas versões XLS e XLT, agora dispensa o tanquinho auxiliar de gasolina e entrega 173/168 cv a 5.750 rpm com etanol/gasolina e 25/24,4 kgfm a 4.500 rpm com os mesmos combustíveis. A transmissão é sempre manual de cinco velocidades. Com chegada nas concessionárias marcada para maio, os preços variam de R$ 99.500 a R$ 118.500 nas versões flex e vão dos R$ 129.900 aos R$ 179.900 para motorizações diesel. E, pelo menos por enquanto, não existem opções com cabine simples – provavelmente a marca deixará esse lançamento para o futuro, assim como a configuração de topo Limited com propulsor flex.

Primeiras impressões

Puerto Iguazu/Argentina – Picapes médias normalmente transmitem a ideia de brutalidade e robustez, mas ultimamente é cada vez maior a preocupação das marcas em inserir em modelos desse porte itens de conforto e tecnológicos presentes em carros de passeio. E a verdade é que essa estratégia é extremamente vantajosa para quem dirige. Basta entrar na nova Ford Ranger em sua variante mais cara, a Limited, para perceber que, exceto pela grande altura e o porte avantajado, a sensação é a de se estar em um sedã ou SUV médio topo de linha.  O quadro de instrumentos é todo digital e prioriza as informações escolhidas pelo motorista para exibir. A central multimídia de oito polegadas é bem resolvida e engloba outros comandos do carro. Caso, por exemplo, do ar-condicionado. Em movimento, é possível recorrer ao controle de cruzeiro adaptativo, que mantém distância do carro à frente e, se for preciso, é capaz de reduzir a velocidade, aumentar novamente em seguida ou até frear para evitar acidentes. O alerta de fadiga promove vibrações e alerta sonoro e visual no quadro de instrumentos para avisar que o motorista está mudando de faixa aleatoriamente. Se não houver reação, chega a corrigir a direção. Até o farol alto tem sua intensidade diminuída quando o carro detecta outro vindo na direção oposta, para não prejudicar a visibilidade. Enfim, são privilégios que normalmente não se espera de um modelo aparentemente projetado para transportar cargas ou rodar em fazendas e áreas rurais.
A direção – agora elétrica – tem o peso certo para as manobras de estacionamento mais leves e ganha mais firmeza conforme o velocímetro sobe. A estabilidade também se beneficia do controle eletrônico de série e, apesar do porte da Ranger, dificilmente aparece sensação de insegurança. O motor 3.2 litros move a picape com competência e faz com que não pareça se tratar de um veículo com 2,2 toneladas. São 200 cv a 3 mil giros e 47,9 kgfm de torque a partir de 1.750 rpm. O câmbio automático – de seis marchas – tem boa sintonia com o propulsor e parece entender bem o que se deseja a partir da intensidade com que se pressiona o pedal direito.
O desempenho instigante se estende às atividades fora de estrada. Na base militar de Puerto Iguazu, cidade argentina situada próxima à fronteira com o Brasil, a picape foi posta em “piscinas” de lama, caminhos com troncos de árvore no percurso, pisos extremamente irregulares e outros obstáculos. Para isso, ela conta com tração 4X4 com reduzida e bloqueio eletrônico do diferencial traseiro. No asfalto ou na terra, a Ranger Limited parece sempre pronta para a briga com a concorrência.

Ficha técnica

Ford Ranger 

Motor 3.2: Diesel, dianteiro, longitudinal, 3.198 cm³, cinco cilindros em linha, turbo, quatro válvulas por cilindro e sistema de abertura variável de válvulas. Injeção direta e acelerador eletrônico. 
Motor 2.2: Diesel, dianteiro, longitudinal, 2.184 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, turbo e injeção direta. Acelerador eletrônico.
Motor 2.5: A gasolina e etanol, dianteiro, longitudinal, 2.488 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e sistema de abertura variável de válvulas. Injeção eletrônica multiponto e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio automático com seis marchas à frente e uma a ré (Limited 3.2, XLT 3.2 e XLS 2.2), manual de seis marchas (XLS 2.2) ou manual de cinco marchas (XLS 2.5 e XLT 2.5). Tração traseira (flex) ou integral com reduzida (diesel). Oferece controle de tração e bloqueio eletrônico do diferencial traseiro. 
Potência máxima: 200 cv a 3 mil rpm (3.2), 160 cv a 3.200 rpm ou 168/173 cv (2.5, com gasolina/etanol).
Torque máximo: 47,9 kgfm a entre 1.750 e 2.500 rpm (3.2), 39,2 kgfm entre 1.600 e 2.500 rpm (2.2) e 24,4/25 kgfm a 4.500 rpm com gasolina/etanol. 
Suspensão: Dianteira independente com molas helicoidais e amortecedores a gás. Traseira com eixo rígido, feixes de molas e amortecedores a gás. Barras estabilizadoras na frente e atrás. Oferece controle eletrônico de estabilidade.
Pneus: 265/65 R17 (XLS e XLT) e 265/60 R18 (Limited).
Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás. ABS, EBD, assistente de frenagem de emergência e controle de frenagem em curvas. 
Carroceria: Picape com carroceria sobre chassi, com quatro portas e cinco lugares. Com 5,35 metros de comprimento, 1,86 m de largura, 1,82 m de altura e 3,22 m de distância entre-eixos. Airbags frontais, laterais, de cortina e de joelhos.
Peso: Entre 1.902 kg e 2.261 kg. 
Capacidade da caçamba: 1.180 litros.
Tanque de combustível: 80 litros.
Produção: General Pacheco, Argentina.
Preço XLS 2.5: R$ 99.500.
Preço XLT 2.5: R$ 109.500. 
Preço XLS 2.2 manual: R$ 129.900. 
Preço XLS 2.2 automática: R$ 142.900.
Preço XLT 3.2: R$ 166.900. 
Preço Limited 3.2: R$ 179.900.
Autor: Márcio Maio (Auto Press)
Fotos: Márcio Maio/Carta Z Notícias e Divulgação

Robustez modernizada - Ford reestiliza a Ranger e amplia recheio tecnológico de olho na liderança das picapes médias

Fonte: Salão do Carro
Categoria: Testes
Publicado em: 13 Apr 2016 13:00:00

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