3 de fev de 2016

Teste do novo Audi Q7

Teste do novo Audi Q7

A Audi não chegou ao topo do mercado brasileiro à toa. Além da produção nacional iniciada com o A3 sedã, a marca procura maqnter uma alta frequência de lançamentos – a promessa é de mais de um por mês até junho. E, principalmente, ampliar o line up no país com verdadeiras joias tecnológicas para seus showrooms. É nesta última função que se enquadra a nova geração do SUV médio-grande Q7. Além de atuar no segmento que mais cresce no país, o de utilitários esportivos, o modelo concentra quase tudo que de melhor tem a fabricante a oferecer.

Para começar, a Audi conseguiu uma significativa redução de peso: são 325 kg a menos que a primeira geração, de 2005, graças à utilização de materiais mais leves. As dimensões também são ligeiramente menores. São 3,7 centímetros a menos no comprimento e 1,5 cm na largura. No total, são 5,05 metros de comprimento, 1,97 m de altura, 1,74 m de largura e 2,99 m de distância entre-eixos. A promessa é de um SUV cerca de 28% mais econômico. O aumento da eficiência vem também de um sistema start/stop evoluído, que já desliga o motor quando o carro atinge uma velocidade inferior a 7 km/h. O novo visual não chega a ser ousado, mas é mais elegante que o de antes. A grade dianteira tem grossos frisos cromados que se alinham aos faróis. A lateral, de farol a lanterna, é marcada por um grande vinco. A traseira ganhou lanternas horizontalizadas, que aumentam visualmente a largura do modelo. No interior, o Q7 adota o virtual cockpit já presente no cupê TT, com tela de 12,3 polegadas personalizável, complementado por um head up display. Os sofisticados bancos revestidos em couro podem receber quatro tonalidades diferentes: preta, cinza, bege ou marrom. Na frente, todos os ajustes são elétricos.

A lista de gadgets é extensa: ar-condicionado automático de quatro zonas, iluminação interna em leds, central multimídia MMI com sistema de voz, navegação GPS, Bluetooth, acesso à internet e sistema de som Bose. Assim como acontece com entradas USB, uma idiossincrasia germânica impede que a tela de 8,3 polegadas seja touch. Em vez disso, há um arcaico touchpad à frente da alavanca do câmbio, onde se pode desenhar letras com os dedos. Entre itens de série e opcionais, o Q7 pode ter alerta de desembarque, terceira fileira de bancos com acionamento elétrico, suspensão pneumática adaptativa e até eixo traseiro dinâmico, que esterça eletricamente as rodas em até 5º.  O trem de força é composto pelo novo 3.0 TSFI de 333 cv de e 44,9 kgfm de torque, sempre acompanhado pelo sistema de tração integral Quattro e câmbio automático de oito velocidades. O preço inicial parte de R$ 399.990, mas com todos os opcionais juntos, o Q7 pode chegar a R$ 489.490. Definitivamente, não se trata de um carro que será visto em qualquer rua brasileira. E a Audi sabe disso, tanto que espera comercializar apenas 150 unidades até o final do ano, ou seja, em média 13 unidades por mês.

Ponto a ponto

Desempenho – A nova geração do Q7 é equipada com um poderoso 3.0 V6 de 333 cv. Não falta força em nenhum momento. Basta pisar com vontade o acelerador para que o carro reaja e ganhe vigor e aceleração. São 250 km/h de velocidade máxima limitados eletronicamente e o zero a 100 km/h de apenas 6,1 segundos. Nada mau para um SUV médio-grande com cerca de duas toneladas. Nota 10. Estabilidade – Mesmo com suas dimensões avantajadas, o Q7 se destaca pela absoluta neutralidade nas curvas. A tração integral Quattro faz com que as quatro rodas mantenham sempre a aderência e nada parece ameaçar o modelo. Mesmo em velocidades altas, não há qualquer sensação de insegurança. A direção não pede correções e o Q7 se comporta como se andasse sobre trilhos. Nota 10. Interatividade – O interior é muito bem resolvido nesse sentido. A alavanca da transmissão é menor que a de outros modelos da marca alemã e encaixa bem na mão do motorista. O condutor conta com o cockpit virtual e head up display. A terceira fileira opcional de bancos tem acionamento elétrico e o porta-malas se abre por um sensor de movimento sob o para-choque quando a chave está próxima. A adoção farta de saídas de ar melhora a climatização da cabine. Em vez de uma tela touch, a central multimídia traz como interface comandos vocais ou um nada prático touchpad. Nota 9.

Consumo – Segundo o InMetro, com esta motorização, o Audi Q7 obteve médias de 6,7 km/l na cidade e 7,9 km/l na estrada, o que deu a ele nota E no segmento e E no geral. Nota 4. Conforto – O espaço é suficiente para levar cinco ocupantes – a unidade testada não tinha a terceira fileira de assentos – e os bancos são extremamente confortáveis. A suspensão filtra com eficiência os desníveis do solo e o isolamento acústico impressiona. O ar-condicionado resfria rapidamente o habitáculo e, de maneira geral, o ambiente é bem aconchegante. Nota 9. Tecnologia – O trem de força é moderno e não faltam itens tecnológicos no interior. O modelo já traz o novo cockpit virtual da Audi e head up display. A iluminação interior é full led e o sistema de aúdio é Bose, com amplificador de 558 watts com 15 canais e 19 alto-falantes. O start/stop é inteligente – desliga o motor antes da parada do veículo – e, completo, o Q7 pode ter sensor de ponto cego, alerta de desembarque, assistente de visão noturna, sensor de tráfego cruzado traseiro para saída de vagas, assistência de farol alto, câmara 360º e eixo traseiro dinâmico, entre outros. Nota 9.

Habitabilidade – O acesso ao carro é facilitado pelo excelente ângulo de abertura das portas e pelo sistema de travas e partida do motor sem chave. São 2,99 metros de distância entre-eixos, ou seja, o espaço interno é farto. Há uma terceira fileira de bancos opcional que é posicionada eletricamente em divisão 50/50. O porta-malas recebe 295 litros com sete lugares disponíveis e prontos para uso, 890 litros com cinco e, com a segunda fileira de bancos rebatida, na versão de cinco lugares, sobram 2.075 litros. Nota 10. Acabamento – O carro é bem sóbrio, mas extremamente elegante. O padrão é semelhante ao utilizado na linha A8, a mais luxuosa do line up da marca alemã. O interior mistura materiais nobres como couro – com quatro opções de cores –, alumínio escovado e plásticos de boa textura. Tudo de muito bom gosto, com encaixes perfeitos e toque suave. Nota 9. Design – O Audi Q7 ficou menor 4 centímetros no comprimento e 1,5 cm na largura. A grade dianteira trapezoidal possui detalhes cromados, que se alinham aos faróis. Os novos vincos laterais começam no conjunto ótico e chegam até a ponta da lanterna, remodelada, que transmitem ar de robustez, assim como as linhas horizontais na parte traseira, com as duas saídas duplas de escape. Nota 8.
Custo/Benefício – A Audi pede R$ 399.990 pelo Q7, mas os pacotes de opcionais custam entre R$ 7.500 e R$ 32 mil. Completo, pode chegar a quase R$ 490 mil. Um BMW X5 xDrive 35i 3.0 V6 de 306 cv parte de R$ 394.950, a Mercedes-Benz GLE, animada por um motor 3.0 V6 biturbo diesel, começa em R$ 332.900, e um Volvo XC90 Inscription, com propulsor 2.0 de 320 cv, custa R$ 363 mil com mais aparatos tecnológicos que o Q7 – é recheado de tecnologias de direção semiautônoma. Diante do concorrente sueco, preço definitivamente não é o forte do Audi Q7. Nota 5. Total – O Audi Q7 somou 83 pontos em 100 possíveis.

Primeiras impressões

Atibaia/SP – À primeira vista, a impressão que se tem é de que o Audi Q7 é menor que os SUVs médio-grandes concorrentes. Até houve uma redução de medidas em relação à primeira geração, mas muito sutil. Talvez contribua para essa ideia o fato das linhas serem mais harmônicas e, apesar de expressar certa robustez, são extremamente elegantes. Mas, na verdade, trata-se apenas de uma impressão de que é menor. Basta entrar no modelo para perceber claramente isso.  O interior esbanja espaço para pernas, ombros e cabeça. Os bancos são muito confortáveis e, na frente, os ajustes elétricos – com memória para motorista – facilitam a busca pela posição mais cômoda. O painel central não é entupido de comandos e todos os materiais usados expressam um nível superior de qualidade e muito bom gosto. A alavanca do câmbio pode causar algum estranhamento e não só pelo formato reduzido. Para parar o veículo, a posição “P” é dada ao pressionar um botão. Alguns distraídos podem se confundir e engatar a ré por engano, mas é muito fácil se acostumar com a novidade. Aliás, o comando se mostra até bem mais prático.
Em movimento, o Q7 impressiona. O propulsor 3.0 V6 de 333 cv – o mesmo adotado no A7 reestilizado, já à venda no Brasil – se mostra vigoroso em qualquer faixa de rotação ou modo de direção. Mas é no mais esportivo que ele se destaca, obviamente. Basta pressionar o pedal do acelerador para que o SUV médio-grande se desloque com uma força surpreendente. E a sensação de segurança é plena. Nas ruas, a impressão é de se estar ao volante de um sedã esportivo, tamanha a desenvoltura do Q7.  Mesmo em velocidades superiores e curvas acentuadas, a estabilidade é um ponto a favor. A direção se mantém firme e o modelo consegue, sem grande esforço, seguir o trajeto apontado pelo condutor. Outra característica do Q7 é a robustez em trajetos de terra, com lama e esburacados. A tração integral Quattro, típica da fabricante das quatro argolas, faz um trabalho exemplar ao se acionar o modo “off-road”. Desde uma viagem de família ou um passeio mais aventureiro, o maior SUV da Audi parece estar pronto para qualquer terreno.

Ficha técnica

Audi Q7

Motor: A gasolina, dianteiro, longitudinal, 2.995 cm³, seis cilindros em “V”, quatro válvulas por cilindro e sobrealimentado por turbocompressor com intercooler. Injeção direta de combustível e acelerador eletrônico.
Potência máxima: 333 cv disponíveis entre 5.500 e 6.500 rpm.
Aceleração de 0 a 100 km/h: 6,1 segundos.
Velocidade máxima: 250 km/h, limitada eletronicamente.
Torque máximo: 44,9 kgfm entre 1.250 e 5 mil rpm. 
Transmissão: Câmbio automático de oito velocidades à frente e uma a ré. Tração integral. Controle eletrônico de tração. 
Diâmetro e curso: 84,5 mm x 89,0 mm.
Taxa de compressão: 10,8. 
Suspensão: Dianteira e traseira de cinco braços. Controle de estabilidade de série e suspensão adaptativa a ar e eixo traseiro dinâmico opcionais.
Pneus: 285/45 R 20.
Freios: Discos ventilados na frente e atrás. Oferece ABS com EBD. 
Carroceria: Utilitário esportivo em monobloco com quatro portas de cinco lugares (sete lugares opcionalmente). Com 5,05 metros de comprimento, 1,97 m de largura, 1,74 m de altura e 2,99 m de distância entre-eixos. Airbags frontais e laterais.
Peso: 1.970 kg. 
Capacidade do porta-malas: 890 litros, podendo chegar a 2.095 litros com o rebatimento dos bancos traseiros.
Capacidade tanque de combustível: 85 litros. 
Itens de série: Ar-condicionado de quatro zonas, direção elétrica, acesso e partida do motor sem chave, saídas de ar em todo o painel central, tela MMI de 8,3 polegadas de alta resolução eletricamente retrátil e que espelha celulares Android e IOS, virtual cockpit com painel TFT digital de 12,3 polegadas, head-up display, sistema de som Bose 3D, acionamento do porta-malas com movimentação das pernas, start/stop 2.0 que desliga o motor antes das paradas – a 7 km/h –, faróis de xenon com luzes diurnas em leds, lanternas em leds, bancos dianteiros com ajustes elétricos e memória para condutor, seis modos de direção, assistente de atenção, hold assist e limitador de velocidade ajustável.
Preço: R$ 399.990.

Opcionais

Opcional 1: Pacote Tecnológico, com eixo traseiro dinâmico, night vision e faróis full led: R$ 32 mil.
Opcional 2: Pacote Side Assist, com sensor de ponto cego, assistente de desembarque e de tráfego reverso: R$ 7.500. 
Opcional 3: Terceira fileiras de banco: R$ 20 mil.
Opcional 4: Suspensão adaptativa a ar: R$ 30 mil.
Autor: Márcio Maio (Auto Press)
Fotos: Márcio Maio/Carta Z Notícias e Divulgação

Presença em cena - Novo Audi Q7 ganha design mais elegante, desempenho mais feroz e abusa da tecnologia

Fonte: Salão do Carro
Categoria: Testes
Publicado em: 03 Feb 2016 12:41:00

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