17 de fev de 2016

Produção de veículos cai 22,8% em 2015 e retorna ao volume de 2006, um recuo de nove anos

Produção de veículos cai 22,8% em 2015 e retorna ao volume de 2006, um recuo de nove anos



Fábricas produziram 717 mil de veículos a menos em 2015 Divulgação/Jeep Os números da indústria automobilística brasileira em 2015, divulgados nesta quinta-feira (7) pela Anfavea, remontam aos anos de 2006 e 2007, promovendo uma indesejada viagem no tempo. Segundo a associação das montadoras, a produção de veículos no País recuou 22,8% nos últimos doze meses, voltando aos patamares de 2006. Em números brutos, 2.429.463 unidades saíram das fábricas entre janeiro e dezembro do ano passado, volume muito inferior aos 3.146.386 de veículos entregues em 2014. — Projetamos um mercado muito superior ao que estamos atingindo. Por isso a necessidade de ajuste na produção. Importante dizer que o setor vem demonstrando grande preocupação com a manutenção do nível de emprego, o que consideramos fundamental para o País. Buscamos a aprovação do Plano de Proteção ao Emprego, o qual estamos utilizando ao máximo, em detrimento do lay off e das férias coletivas e individuais. Tudo para garantir ao máximo de proteção aos trabalhadores da cadeia produtiva. De fato, o desemprego nas fábricas cresceu de forma espantosa em 2015, remontando ao período entre 2009 e 2010. Quase 15 mil postos de trabalho foram fechados na comparação entre os meses de dezembro de 2014 e 2015. No momento, cerca de 5.100 trabalhadores estão enquadrados em lay off e férias coletivas, enquanto 35.600 participam do PPE, que oferece mais garantias. Os cortes incessantes nas fábricas são resposta direta aos licenciamentos, que retornaram ao volume de 2007, oito anos de retrocesso. Pátios nas fábricas ficaram lotados em 2015, e encerraram o ano com estoques suficientes para 42 dias de vendas Reuters Emplacamentos encolheram 26,6% Apesar de remeter ao resultado de 2007, a queda nas vendas em 2015 foi ainda mais intensa em volume que a produção. Ao todo, foram licenciados 2.568.976 veículos no ano passado, quase 1 milhão a menos que os 3.498.012 emplacados em 2014. Se observados apenas os automóveis e comerciais leves, o tombo foi de 25,6%, com 2.480.529 contra 3.333.479 unidades, respectivamente. O impacto disso foi visto durante todo 2015 no estoque. Dezembro fechou com 271 mil unidades nos pátios, o suficiente para 42 dias. — Entendemos a necessidade do ajuste fiscal pelo governo, mas sabemos também que o veículo tem uma carga tributária bastante alta no Brasil. Uma das propostas é justamente reduzir os impostos, mas isso não será aceitável neste momento. Outra possibilidade é reduzir parcialmente os tributos. Quando se reduz o imposto, tem-se uma maior arrecadação do governo e dos estados. Isso aconteceu até 2014, com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Nos EUA, o imposto médio sobre os veículos é de 8%. Na Europa é de 16%. O que pedimos não é uma política de desoneração, mas um ajuste nas alíquotas que dará fôlego à indústria e à economia do País.  Previsões mais otimistas Apesar do cenário muito ruim, a Anfavea projeta para 2016 certa estabilidade, especialmente na produção das fábricas. A entidade prevê um aumento de 0,5% no volume, número impulsionado pelos veículos pesados (+12,8%), uma vez que o total de automóveis e comerciais leves deve cair 0,1%, mantendo os resultados de 2015. Já os licenciamentos, na visão da associação, continuarão em queda acentuada, com recuo geral de 7,5%, sendo 7,3% para veículos leves e 13,9% para caminhões e ônibus. Números positivos só para as exportações, que devem crescer 8,1%, com 7,7% de avanço no envio de carros e 12,4% no de pesados. — O mercado brasileiro é um dos que possui maior potencial de crescimento. Não é por acaso que os investimentos de R$ 82 milhões foram mantidos pelas fabricantes. O que desejamos é que essa crise política termine logo e que o consumidor retome a confiança. Acesse aqui a página de R7 carros Assine o R7 Play e veja a Record online!

Fonte: R7
Publicado em: 2016-01-07T13:06:00-02:00

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