7 de jun de 2016

Vendas de veículos sobem em maio, mas produção desce ao nível de 2004

Vendas de veículos sobem em maio, mas produção desce ao nível de 2004


Vendas de veículos sobem em maio, mas produção... por thevideos11 Presidente vê melhora no 2° semestre Diogo de Oliveira/R7

Produção chegou ao mesmo nível de 2004, com 834.054. Pátios cheios chegam com volume suficiente para 42 dias 11.04.2014/MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO CONTEÚDO A Anfavea (Associação Nacional das Fabricantes de Veículos) divulgou nesta segunda-feira (6) o balanço da indústria automobilística em maio. O cenário de crise aguda persiste, mas pela primeira vez em meses o mercado dá sinais de recuperação na produção e também nos emplacamentos. Houve um aumento tímido de 2,8% nas vendas, e de 3,2% no total de unidades entregues pelas fábricas. Segundo Antonio Megale, presidente da entidade, há esperança de que os resultados melhorarem no segundo semestre. — É uma questão de confiança. Na medida em que a política e a economia começam a se estabilizar, os efeitos serão mais explícitos, o mercado vem junto. Já estamos num nível de estabilização de emplacamentos, e normalmente temos números mais positivos no fim do ano. Então acreditamos em um aumento gradual das vendas em relação a 2015, com a melhoria da confiança dos consumidores. Entendemos também que ainda há espaço para crescimento das exportações, e isso deve resultar consequentemente numa produção maior. No acumulado de janeiro a maio, porém, os números seguem para lá de preocupantes. A produção chegou ao mesmo nível de 2004, com 834.054 veículos entregues no período contra 1.101.686 modelos produzidos nos cinco primeiros meses de 2015 — uma queda de 24,3%. Já os emplacamentos somaram 811.739 unidades, total 26,6% inferior aos 1.106.425 veículos comercializados nos cinco meses do ano passado. Estoque segue alto e exportações são alento Segundo a associação das montadoras, o pequeno incremento nas vendas reduziu os estoques na rede, mas os pátios ainda estão cheios, com volume suficiente para 42 dias. Ainda é uma quantidade elevada e deve haver ações das empresas para redução desse valor. A capacidade ociosa atual nas fábricas é de mais de 50% para veículos leves e de quase 70% para caminhões. Diante do cenário, as exportações passam a ser o principal combustível para a indústria. Em 2016, já foram enviados 183.253 veículos ao exterior, um avanço de 21,8% em relação ao volume exportado de janeiro a maio do ano passado. Já em relação aos empregos, houve um fechamento de 1.300 vagas, ainda há um esforço das montadoras para manutenção dos postos de trabalho, porém o nível segue nos patamares de 2010. Segundo Megale, "foram observadas contratações pontuais, para fazer frente a contratos ligados ao aumento de exportações". Contudo, há 27 mil funcionários com contratos suspensos, sendo 6 mil deles em layoff e 21 mil enquadrados no PPE (Programa de Proteção ao Emprego). Incentivos fiscais e novas projeções A Anfavea divulgou também novas projeções para 2016 na indústria. De acordo com a associação, apesar da tradicional alta nos negócios no segundo semestre, que ocorre por conta de fatores econômicos como o 13° salário, as vendas deverão cair 19% frente a 2015, no acumulado de janeiro a dezembro, totalizando algo como 2.080 milhões de unidades. Já a produção deve recuar 5,5% no mesmo período, com quase 2,3 milhões de veículos entregues. Megale também comentou que não espera que o governo federal conceda incentivos fiscais para o setor, e que a crise é muito mais impactada pela falta de confiança do consumidor agravada pelo momento político e econômico do País. — Não vemos nenhuma possibilidade de desoneração dos veículos, tampouco algum apoio nesse sentido por parte do governo. O que estamos buscando é uma estabilidade em relação às linhas de financiamento, e também clareza em relação à normas e regulamentos para os próximos anos. O país precisa voltar a crescer e esse é o principal vetor. Estamos tentando simplificar os processos de exportação, para estimular as fábricas, fornecedores e toda a cadeia produtiva. Assine o R7 Play e veja a Record online!

Fonte: R7
Publicado em: 2016-06-06T13:38:00-03:00

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