
Fonte: R7











Design – O up! foge do onipresente “family face” que uniformiza toda a linha da Volkswagen. O formato “caixote” não é ousado, mas a ausência de grade dianteira transmite uma personalidade mais contemporânea. A traseira tem para-choque bojudo e lanternas verticalizadas e o perfil conta com rodas de liga leve que acompanham a cor externa, dando um visual despojado ao carrinho. A tampa preta remete ao modelo europeu e só está presente nas versões com motor 1.0 TSI. O comprimento também aumentou em 4 cm. Nota 8. Custo/benefício – A grande vantagem do Red up! TSI é o fato de ser uma versão esportiva de um compacto popular que, de fato, se traduz em mais vigor para o trem de força. Ele começa em R$ 48.690 e tem como opcional apenas o sistema “Maps & More”, que acrescenta R$ 1.516 à conta – total de R$ 50.206. Não há nenhum concorrente 1.0 com a mesma potência do modelo, que tem desempenho similar ao de um carro com motor 1.6. Um Palio Essence 1.6 16V tem 117 cv, mesmo torque do up! – mas em altas 4.500 rpm – e custa R$ 49.210. Um Chevrolet Onix Effect 1.4 16V tem 106 cv e sai a R$ 50.890. Na Ford, um Ka SEL 1.5, de 110 cv, é vendido por R$ $48.190 e já tem controle eletrônico de estabilidade. Para quem não sente falta de boas arrancadas, a concorrência tem opções melhores. Nota 7. Total – O Volkswagen Red up! TSI somou 77 pontos em 100 possíveis.
Na prática, basta pisar o pedal direito com vontade para obter respostas imediatas e um desempenho facilmente comparado ao de um modelo 1.6 – em alguns casos, até acima. Desde as saídas de sinal até as ultrapassagens e retomadas mais urgentes, a impressão é que não falta força para nada. A proposta está longe de ser um superesportivo, mas dá para se divertir bastante no volante quando se pode exigir um pouco mais do trem de força. Mas é bom se precaver e não abusar demais diante de muitas curvas. Não há controle eletrônico de estabilidade para corrigir qualquer excesso. A suspensão mais firme cobra seu preço nas pancadas mais secas diante dos buracos das ruas nacionais e o conforto também é influenciado pelas saídas de ar-condicionado. No centro, elas são em cima do painel e se localizam atrás do opcional “Maps & More”. Estranho não apenas visualmente, mas também na hora de refrigerar o modelo. Não chega a demorar tanto, mas desagrada quem gosta de receber o vento com mais intensidade ao recorrer ao sistema de refrigeração. A central multimídia, aliás, tem dois lados. É bem completa, bem localizada e reproduz as principais informações do carro. Porém, o uso do GPS não é tão intuitivo e demanda algum tempo até que o motorista se habitue.





Jaguar F-Pace – Sem dúvidas, um dos modelos mais aguardados do Salão de Frankfurt. O F-Pace será o primeiro utilitário esportivo da marca britânica e promete não decepcionar. Ele compartilha plataforma do recém-lançado XF e tem seu design inspirado no esportivo F-Type. De acordo com a marca, promete entregar altos níveis de conforto, acabamento e desempenho. Os motores serão os mesmo utilizados hoje pela marca, de origem Ford e PSA, a gasolina ou diesel. A tração será integral permanente, tirando proveito da parceira com a Land Rover.
Kia Sportage – O utilitário passou por um face-lift que focou, principalmente, na parte frontal. Os faróis deixam de ser integrados à grade dianteira e foram movidos para cima. Na parte traseira, as lanternas foram redesenhadas a tampa do porta-malas ganhou novos vincos. Na parte inferior, duas saídas de escape e um difusor traseiro. No interior, o novo SUV terá materiais de melhor qualidade aliados a linhas simples e modernas.
Mercedes Classe C Coupé – O modelo agrega o design da parte dianteira igual ao do sedã. Na traseira, conta com desenho inspirado no Classe S Coupé, com brusca queda da linha do teto a partir da terceira coluna. As lanternas passam a ser mais longas e estreitas. Entre as opções de motorização estão os mesmos presentes nas versões perua e sedã: 1.6 litro e 2.0 litros, ambos com turbo. O primeiro fica restrito à versão C180, capaz de render 156 cv. Já o de maior cilindrada gera 184 cv na versão C 200, 211 cv na variante C250 e 245 cv na configuração C300. Nas versões preparadas pela divisão esportiva AMG, aparece sob o capô um V8 biturbo de 4.0 litros, com dois níveis de potência: 476 cv ou 510 cv.
Opel Astra – A marca, que pertence à General Motors, optou por ajustar pontualmente alguns detalhes do carro. A carroceria está 20% mais leve, devido ao uso de elementos estruturais em aços especiais. Outra mudança está em seu tamanho: redução de 2,6 cm. O interior também foi redesenhado, com quadro de instrumentos totalmente novo, e no centro do painel uma tela multifuncional. Do lado externo, o visual foi atualizado com novas lanternas e faróis em led. Entre as opções de motorização, aparecem motores diesel e a gasolina. Na primeira variante, está presente o 1.6 litro de 95 cv. Já os movidos a gasolina turbinados, com 1.0 litro e 105 cv, 1.4 litro de 145 cv e o 1.6 litro de 200 cv.
Peugeot Fractal – O carro é um conceito criado pela marca francesa com visual futurista, inspirado no Peugeot Vision GT, do game Grand Turismo. O modelo é um roadster – cupê com teto retrátil – que exibe rodas de liga leve aro 19, pintura da carroceria em duas cores e faróis composto de leds. No interior, a cabine é inovadora, com cerca de 80% dos componentes feitos a partir de uma impressora 3D, de acordo com a marca. Para impulsionar o compacto – 3,81 metros de comprimento, 1,77 m de largura – a marca francesa optou por um conjunto elétrico, formado por dois blocos de 102 cv, que em ação conjunta rendem até 204 cv. um no eixo dianteiro e outro no traseiro. Assim, o Fractal é capaz de realizar o zero a 100 km/h em 6,8 segundos.
Renault Talismã Estate – O modelo foi revelado um mês após a divulgação da variante sedã. O visual continua o mesmo, com uma grande grade dianteira cromada interligando os faróis, com as luzes de neblina e diurnas em led. A maior diferença fica na capacidade do porta-malas, que pode chegar a 1.700 litros com os bancos traseiros rebatidos. Entre a gama de motores, segue a mesma do sedã: duas variantes a gasolina e três a diesel, com potência que variam entre 150 e 200 cv para a primeira, e 110, 130 e 160 cv para a segunda. A transmissão será sempre automatizada de dupla embreagem ou manual, ambas com seis velocidades. Entre os itens de tecnologia e conforto, a perua disponibiliza bancos dianteiros elétricos com massagem, sistema de som Bose, assistente de estacionamento autônomo com sensores dianteiros e traseiros, tela multimídia de 7 ou 8,7 polegadas, controle adaptativo de cruzeiro, detector de ponto cego e alerta para troca de faixas. 




O quadro de instrumentos é completo – tem até computador de bordo – e o desenho do interior segue uma lógica funcional que exclui qualquer preocupação estética. Os bancos são firmes e o espaço interno é bem amplo – é possível deixar o assento do motorista e passar para o banco traseiro sem precisar sair do modelo. Em movimento, a impressão que se tem é de que o conforto ficou bem longe da lista de prioridades. A direção hidráulica só alivia mesmo o peso em baixas velocidades, para manter a boa manobrabilidade. A pegada do volante é agradável, mas o câmbio é duro e com engates bem secos. Além disso, ao contrário do que se vê na maioria dos carros, a primeira marcha é para baixo, a segunda para cima e assim sucessivamente.
Mas é no meio da lama, entre pedras, buracos, valões, rios e barrancos, que o Marruá parece encontrar seu “habitat”. Ainda mais com a inclusão da caixa de transmissão com reduzida nesta segunda geração, opcional na versão AM200, a testada, e de fábrica na AM300. A capacidade off-road é extrema. São 57º graus de ângulo de entrada, 30º de saída e capacidade de rampa de 60%. De acordo com a própria Agrale, o veículo pode atravessar trechos com até 80 cm de água sem a utilização de um snorkel. De fato, depois de uma manhã pondo à prova o Agrale Marruá, fica difícil imaginar que obstáculo seria capaz de detê-lo.









