8 de jan. de 2016

Nova Mercedes SLC 2016 ganha Night Package

Nova Mercedes SLC 2016 ganha Night Package

A Mercedes anunciou, no fim do ano passado, que virá com novidades interessantes para 2016. O roadster SLC que, por si só, já tinha atrativos suficiente, virá com mais novidades que deixarão qualquer apaixonado por carros de cabelo em pé. Mesmo já tendo passado por renovações recentes, a fabricante lançou um novo pacote que ganhou o nome de Night Pack. Já no começo deste ano, as atrações do novo pacote poderão ser conferidas para todas as versões do modelo. Nas próximas linhas, elencamos as principais inovações que virão com o tal Night Package. Confira!

O que esperar da Nova Mercedes SLC 2016 com o pacote Night Package?



1# - Disponível para várias versões SLC

O novo pacote estará disponível para as versões SLC 180, SLC 200, SLC 250d, SLC 300 e a topo de linha, SLC 43.

2# - Para as configurações que não são AMG

Para as configurações que não são AMG, o pacote trará uma nova grade com acabamento detalhado em formato de diamantes cromados. O pára-choque dianteiro terá entradas de ar mais robustas e ganhará um novo spoiler. Na parte interna, será tudo preto e em alto brilho, assim como os retrovisores e difusor traseiro. Para finalizar, o pacote também traz rodas de liga leve com aro de 18 polegadas, com 14 atletas de face diamantada e acabamento interno escuro. Os pneus são 225/40 ZR18 na frente e 245/35 ZR18 na traseira.

3# - Versão topo de gama



Na versão topo de linha SLC 43 AMG, o pacote também reserva boas novidades. Isso inclui tratamento de alto brilho preto para o divisor do pára-choque e para as barbatanas das entradas de ar laterais. Além disso, para concluir, o sistema de escape esportivo desse veículo virá com cromo escurecido nas saídas.

4# - Motor

No mercado europeu, os modelos serão vendidos com motores 2.1 turbodiesel de 183 cv; 1.8 de 156 cv ou 200 cv; e 2.0 de 183 cv. No caso de países que demandam uma melhor performance, como é o caso dos Estados Unidos, estarão disponíveis opções como um 3.0 V6 de 367 cv e um 2.0 turbo de 244 cv. As novidades estarão disponíveis já no início deste ano e os preços das versões dos pacotes devem ser revelados dentro em breve (possivelmente nesse mês de janeiro). Atrações não faltam, não é mesmo? Para quem é apaixonado por velocidade esses veículos serão um prato cheio.
O novo pacote Night Package estará disponível para as versões SLC 180, SLC 200, SLC 250d, SLC 300 e a topo de linha, SLC 43.

Fonte: Salão do Carro
Categoria: Mercado

Ford revela imagens do interior da nova Ranger

Ford revela imagens do interior da nova Ranger

Como todo ano, as montadoras se preparam para lançar novos modelos de toda sua linha, ou até mesmo inserir novos a carros a ela. O ano de 2016 promete ser recheado de novidades para a linha de carros da Ford, por dentro e por fora. Na última segunda-feira (04), as atenções ficaram voltadas para as primeiras imagens divulgadas pela montadora do interior de sua nova caminhonete Ranger 2017 para os países da América do Sul. Essa picape chega ao Brasil em algum momento de 2016. O exterior também está sendo modificado e já tinha sido revelado no mês passado, quando foi mostrado tanto em um evento na Tailândia como no Salão do Automóvel de Frankfurt.

Novo interior



No interior, as modificações talvez pareçam menores do que no exterior, mas à primeira vista, todos nós podemos notar que nele a cor predominante será a cinza, tanto em seus tons mais claros até os mais escuros. No centro do painel, a atenção toda fica para uma incrível tela sensível ao toque de 8 polegadas, em que nela estarão integradas todas as tecnologias que conhecemos desde central multimídia até o GPS. Fora isso o painel ainda conta com duas telas digitais coloridas, onde serão mostrados todos os instrumentos do carro. Fora isso, o carro ainda conta no volante com os controles de entretenimento, navegação e ar-condicionado.

Novo visual externo

Novas fotos do exterior também foram divulgadas mostrando a versão Limited, a mais completa de todas, com cabine dupla. As mudanças em relação ao modelo atual dão conta de incorporar elementos da nova identidade visual da fabricante. Os faróis ficaram mais afilados, a grade ficou menor e com um novo formato hexagonal, além do novo para-choque. Com as fotos internas e externas, podemos concluir que o motor segue sendo 3.2 de cinco cilindros a diesel e 200 cv, com transmissão automática de seis marchas e tração 4x4. As imagens também revelam uma nova cor na paleta, chamada de vermelho toscana.

Novidades na Ford em 2016

A Ranger é um dos seis lançamentos da Ford no Brasil neste ano. Para tanto a empresa investiu mais de 200 milhões de dólares na planta da fábrica de Pacheco, próximo a cidade de Buenos Aires, na Argentina. O primeiro lançamento da montadora será o Edge, chegando no segundo trimestre. Além dos dois lançamentos citados, a empresa vai reestilizar o seu SUV compacto, Ecosport, e seu sedã executivo, Fusion, além de trazer ao território nacional o motor 1.0 EcoBoost Turbo para seu modelo New Fiesta.
No centro do painel, a atenção toda fica para uma incrível tela sensível ao toque de 8 polegadas, em que nela estarão integradas todas as tecnologias.

Fonte: Salão do Carro
Categoria: Prévias

7 de jan. de 2016

Mustang Shelby GT350 é premiado pelo Best Engine

Mustang Shelby GT350 é premiado pelo Best Engine

Todos os anos, os mais diversos segmentos de mercado e da sociedade como um geral realizam prêmios para reconhecer aqueles que mais se destacaram em seu ramo, tudo com muita inovação e trabalho duro. E isso não é diferente no mercado automobilístico. Esse mercado possui diversos prêmios diferentes desde alguns mais genéricos até outros mais específicos, entre eles a premiação “10 Best Engines” que é promovida pela publicação automobilística WardsAtuto, e define quais foram os 10 motores que mais se destacaram naquele ano. E quem tem muito a comemorar nesta edição do prêmio é a Ford, com certeza uma das mais icônicas montadoras de todos os tempos. A comemoração se dá pelo motor V8 5.2 do Mustang Shelby GT350 ter conquistado o primeiro lugar como o melhor motor do ano.

Foram 31 concorrentes diferentes colocados a prova pelos juízes do prêmio. Entre eles estavam os 10 finalistas do prêmio no ano anterior, além de outros 21 motores que foram lançados como novidade neste ano ou então que tiveram aprimoramentos significantes para o ano de 2016. A última exigência é que os carros que concorreram ao prêmio possuíssem um preço limite de 61 mil dólares.

O Vencedor

Sabemos que atualmente os motores têm ficado cada vez menores e utilizando mais a opção de turbo, mas este motor V8 de 5.2 litros é um daqueles motores mais tradicionais e totalmente aspirados de fábrica, este é um ícone do automobilismo e é o mais potente já produzido pela Ford. O motor do Shelby GT350 entrega mais de 540 cv e possui o giro mais alto dentre os concorrentes, totalizando um limite de 8250 rpm. Outro destaque para ele está no seu virabrequim de perfil plano, mais utilizado em carros de corrida e superesportivos, mas aqui aplicado a um V8. Mas tudo que é muito bom é uma exclusividade para poucos. Foram produzidas apenas 100 unidades desse motor para a nova geração Shelby.

O Prêmio

Realizado há 22 anos, a premiação “10 Best Engines” é bastante tradicional nos Estados Unidos. Para a seleção dos vencedores, os editores da publicação passam 2 meses estudando e dirigindo os finalistas sem usar qualquer instrumento de teste. As avaliações são feitas com base na potência, torque, especificações, atenuação de ruído, economia de combustível e uso das novas tecnologias. Mas a grande questão que norteia o prêmio é: Esse motor realmente vende o carro ou eleva seu padrão no seu segmento competitivo?
O motor do Shelby GT350 entrega mais de 540 cv e possui o giro mais alto dentre os concorrentes, totalizando um limite de 8250 rpm.

Fonte: Salão do Carro
Categoria: Mercado

Caminhoneiros adotam sistemas que burlam a tecnologia SCR para economizar o Arla 32

Caminhoneiros adotam sistemas que burlam a tecnologia SCR para economizar o Arla 32

Em janeiro de 2012, a adoção do padrão Euro 5/Proconve 7 no Brasil foi recebida com festa pelos ecologistas. Afinal, os novos parâmetros de emissões representavam uma redução expressiva nos poluentes despejados pelos motores diesel na atmosfera brasileira. Uma das tecnologias antipoluição apresentadas na época, a SCR – Catalisador de Redução Seletiva –, introduziu um novo insumo na planilha dos caminhoneiros nacionais: o Arla 32. Nos veículos com essa tecnologia, a adição dessa solução de ureia a 32,5% em água desmineralizada provoca uma reação química dentro do catalisador e reduz expressivamente os óxidos de nitrogênio (NOx) dos gases expelidos pelos motores diesel com SCR. Na teoria, resolvido. Na prática, nem tanto. Segundo a Afeevas – Associação dos Fabricantes de Equipamentos para Controle de Emissões Veiculares da América do Sul –, o consumo atual de Arla 32 no Brasil está mais de 30% abaixo do que deveria existir em relação à frota circulante de caminhões com tecnologia SCR. “Tal defasagem permite concluir que cerca de um terço os motoristas brasileiros de caminhões Euro 5 com tecnologia SCR adotam ‘soluções alternativas’ para economizar no consumo de Arla 32”, contabiliza o engenheiro mecânico Elcio Luiz Farah, consultor para questões de tecnologia e meio ambiente e diretor adjunto da Afeevas. No Brasil, o Arla 32 tem custo por litro similar ao do diesel e, quando corretamente utilizado, é consumido em uma proporção de 5% em relação ao combustível gasto. Ou seja, em uma viagem de demande 100 litros de diesel serão utilizados 5 litros de Arla 32. Mas, ao contrário do que possa parecer, a adoção dessa “medida de economia” pode ter pouco a ver com racionalidade. “Burlar o sistema de injeção de Arla 32, além de aumentar a emissão de óxidos de nitrogênio, pode causar danos permanentes no sistema que injeta o produto, uma vez que a refrigeração é realizada pela substância”, explica Darwin Viegas, diretor de Engenharia de Desenvolvimento do Produto da Iveco. “O catalisador passa a trabalhar com altas temperaturas que acabam destruindo-o. E custo de um catalisador novo é  proibitivo. Pode chegar a mais de R$ 20 mil”, complementa o engenheiro mecânico Francisco Satkunas, conselheiro da SAE Brasil – Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade.

Apesar de ilegais, os emuladores que fazem os motores diesel com SCR dispensarem o uso do Arla 32 podem ser facilmente adquiridos através da internet . O custo desses equipamentos – também conhecidos como “chips paraguaios” – varia entre R$ 300 e R$ 2 mil. Seu funcionamento é relativamente simples. Os dispositivos eletrônicos enganam o sistema OBD (On-Board Diagnostics), que monitora a presença e a utilização do aditivo, bem como a emissão de NOx  “Esses dispositivos substituem os sinais dos sensores por outros falsos que, enviados ao OBD, fazem com que pareça que o Arla 32 está sendo utilizado, quando na verdade isso não está ocorrendo”, detalha Farah, da Afeevas. O aumento nas emissões de óxidos de nitrogênio pode chegar a mais de 400% – níveis equivalentes aos dos veículos diesel comercializados no país na década de 1990. Outra contra-indicação é que, para que as altas emissões não perdurem e o veículo não seja danificado, o gerenciamento eletrônico do motor normalmente faz com que o torque seja diminuído depois de algum tempo, até que o “problema” seja reparado. Outro método adotado para evitar o consumo do Arla 32 em motores diesel com SCR é a utilização de misturas falsificadas, com água de torneira – não ionizada – e amônia agrícola  “Isso engana o sistema, mas a água e a amônia altamente contaminada acabam por destruir o catalisador. E a Policia Rodoviária já esta se equipando com detector de uso do Arla 32 e rapidamente pode concluir se há adulteração ou não”, pondera Satkunas, da SAE Brasil  Ao contrário do que muitos podem acreditar, a ideia de burlar o uso do Arla 32 não é invenção brasileira. “O uso de mecanismos para burlar o sistema SCR foi desenvolvido na Europa a partir de 2005, para permitir que veículos projetados para baixa emissão de poluentes e que necessitavam de Arla 32 pudessem trafegar por países que ainda não dispunham desses produtos, principalmente no Leste Europeu”, ensina Farah, da Afeevas. Além do prejuízo ao ecossistema, fraudar a utilização correta do Arla 32 também pode acarretar em problemas legais. “É uma infração prevista no Código Nacional de Trânsito com multa e perda de pontos na Carteira de Habilitação, além de ser um crime ambiental também punido com multa e até a prisão dos responsáveis pela adulteração e condução do veículo”, alerta Farah, da Afeevas. “Além disso, a instalação de componentes estranhos ao sistema eletrônico pode comprometer o funcionamento do caminhão, que perde a garantia de fábrica”, avisa Viegas, da Iveco. Os caminhões com motores que utilizam o sistema de purificação dos gases EGR – Exhaust Gas Recirculation ou recirculação dos gases de escapamento – são uma alternativa para os caminhoneiros que querem evitar a utilização do Arla 32 sem cair na ilegalidade. “Os motores acima dos 400 cv que dispensam o uso do Arla começam a ter a preferência de alguns caminhoneiros”, indica Satkunas, da SAE Brasil 
Autor: Luiz Humberto Monteiro Pereira (Auto Press)
Prejuízo líquido - Burlar o sistema antiemissões SCR dos caminhões Euro 5 para dispensar o Arla 32 pode custar caro

Fonte: Salão do Carro
Categoria: Caminhões

VW: você conhece, você desconfia...

VW: você conhece, você desconfia...





Vai passar um tsunami pelos cofres da Volkswagen.  Quebrar ela não vai,  pois o governo  alemão  não deixa. Mas seus acionistas... A GM não quebrou: quando chegou na beira do abismo, o governo norte-americano veio em seu socorro. A Chrysler também não: empresas desse porte, se quebram, vira comoção social. E a Volkswagen? O rombo no cofre com a maracutaia do diesel é incalculável: 1 - Ela está sujeita a multas pesadíssimas dos governos de diversos países, pelos danos ambientais causados por 11 milhões de carros com motores diesel preparados para trapacear nos testes de emissões. Só nos EUA, onde vendeu 480 mil deles, as multa pode chegar a U$ 18 bilhões (U$ 37.500 por automóvel). A Suiça já ameaçou não renovar a licença destes carros em 2016. 2 –Vai ter que tirar do cofre mais algumas dezenas de bilhões de dólares para indenizar todos os consumidores que entrarem na Justiça contra a empresa.  Advogados norte-americanos e europeus já mandaram cartinhas para os donos e garantem levar pelo menos U$ 5.000 por automóvel em ações de perdas e danos. Basta alegar o “mico” na garage, o carro que perdeu valor de mercado e se tornou quase invendável. Sem contar que muitos dos proprietários recusarão o recall, pois não concordam em ter a potência reduzida e consumo aumentado, única forma de reduzir as emissões de um motor diesel. A conta poderá chegar a U$ 55 bi (U$ 5.000 x  11 milhões). 3 - Outra encrenca judicial a ser enfrentada por Wolfsburg são as milhares de empresas que adquiriram seus carros a diesel. Optaram pela marca para respeitar o código de ética da própria companhia, que proíbe incorporar à frota automóveis com elevado índice de emissões. Podem processar a fábrica que os induziu a burlar seu próprio regulamento interno. Entre os frotistas, governos de vários países também foram iludidos ao comprar automóveis supostamente “limpos”. Fora todo este imbroglio judicial, não será baixo o custo para reparar estes  automóveis.  A engenharia da Volkswagen pesquisa soluções há quase dois meses, mas ainda não descobriu como resolver o problema de forma simples, rápida e barata. Soluções existem,  mas nenhuma terá custo inferior a U$ 1.000 que, em 11 milhões de carros, levam a conta para além dos U$ 10 bi.  Não se sabe também o tamanho do rombo para ressarcir os prejuízos sofridos pelas centenas de concessionários com milhares de automóveis invendáveis nos pátios. E dos fornecedores que tiveram seus pedidos de peças e componentes cancelados na última hora.   Tudo somado, um tsunami que poderá superar U$ 100 bilhões, valor que abala as finanças de qualquer empresa, até da poderosa Volkswagen, pois os números se aproximam de seu valor de mercado. Quebrar ela não vai, mas seus acionistas estão temerosos com o progressivo derretimento de suas ações à medida que o buraco vai ficando mais lá embaixo. De março deste ano, quando chegou ao seu valor máximo, até a semana passada, elas despencaram para menos da metade. Se o cofre esvaziar, o governo alemão fará gigantescos aportes para salvá-la e, depois de alguns anos, com a situação estabilizada, uma oferta de novas ações (IPO) ao mercado.  Ao contrário da GM e Chrysler que quebraram por incompetência de gestão sem prejuízo de seu produto ou imagem, a Volkswagen foi flagrada trapaceando o consumidor e o meio ambiente. Dois dos mais execráveis crimes da atualidade e que podem interferir, mais cedo ou mais tarde, em sua imagem corporativa.  

Fonte: R7

Teste do Hyundai HB20 Premium

Teste do Hyundai HB20 Premium

A Hyundai já estava mais do que satisfeita com o resultado de vendas do HB20. O modelo, junto sua versão aventureira “X” e sedã “S”, levou a fabricante sul-coreana a ultrapassar os 8% de participação no mercado – eram 3% quando a linha HB20 foi lançada, em 2012. E a marca chegou à quinta posição do ranking nacional. Mas conseguiu em 2015 um feito e tanto: o hatch se tornou o terceiro carro mais vendido do país, perdendo apenas para o líder Chevrolet Onix e para o “destronado” Fiat Palio. A versão de topo Premium não é a responsável por esse feito, já que representa apenas 15% de todos os HB20 hatches emplacados, mas certamente ajuda a atrair os olhares de possíveis compradores nos showrooms da marca. Principalmente desde outubro último, quando o compacto passou por seu primeiro face-lift, depois de três anos de existência.

Veja também:
  • Primeiras impressões do Hyundai HB20 2016
  • Primeiras impressões do novo Hyundai HB20X
  • Teste do Hyundai HB20S 2016
As principais alterações estéticas ficam por conta da nova grade hexagonal dianteira com detalhes cromados – que segue a atual identidade visual da Hyundai. Os faróis ganharam projetores, incluindo os de neblina, e luzes diurnas em leds. Os para-choques estão mais robustos e, na traseira, as lanternas ficaram mais espichadas. De perfil, chamam atenção as novas rodas de 15 polegadas. Por dentro, a marca quis ampliar a imagem de requinte que o modelo já carregava em suas configurações de topo. Todos os revestimentos de bancos foram trocados e, quando se opta pelos assentos em couro, disponíveis apenas na versão mais cara, eles saem em um tom marrom escuro – assim como o painel das portas dianteiras e a manopla do câmbio. A mesma preocupação de se posicionar acima da maior parte dos concorrentes se vê nos itens de série. Há ar-condicionado digital, airbags laterais e retrovisores com rebatimento automático, por exemplo. Além disso, o painel é em dois tons escuros e conta com detalhes cromados e cromo acetinados, material que amplia a impressão de esportividade e é suave ao toque.

Mas as mudanças não ficaram restritas ao visual. O trem de força recebeu melhorias significativas. Agora, a transmissão tem seis velocidades em qualquer versão com motor 1.6, sendo apenas automática na variante Premium – antes, este câmbio tinha quatro marchas e o manual, cinco. A sexta marcha funciona como overdrive – uma forma de reduzir o consumo e também o nível de ruído em altas velocidades. Com isso, a velocidade máxima do HB20 Premium fica em 190 km/h e a aceleração de zero a 100 km/h ocorre em 10,6 s. Além disso, o material das velas de ignição mudou de níquel para irídio, pistões e anéis de vedação foram retrabalhados para reduzir o atrito interno e o motor 1.6 conta ainda com sistema de partida a frio, que elimina o tanque adicional de gasolina. Outra novidade que ajuda a diminuir o consumo é a adoção de pneus verdes em todas as configurações. No total, a marca afirma ter reduzido em 6,5% o consumo de combustível nesta motorização. O computador de bordo ganhou uma função nova, de aviso de manutenção programada, que emite um alerta visual quando faltam 30 dias ou 1.500 km para a próxima revisão. Já o sistema de som BlueAudio é de série em todos os modelos, com tela LCD de 3,8 polegadas com comandos no volante e Bluetooth. Mas a configuração Premium pode ser equipada com central multimídia de 7 polegadas com tela sensível ao toque e compatível com o Car Link, que espelha alguns smartphones com sistema Android, e com o Apple CarPlay, para iPhone. Desta forma, o conteúdo do celular passa a ser exibido e controlado pela tela touchscreen do BlueMedia. Um detalhe que aguça ainda mais a imagem de modernidade que o HB20 transmite por seu design e trem de força.

Ponto a ponto

Desempenho – O propulsor 1.6 de 128 cv não decepciona. Os 1.071 kg da versão Premium do HB20 garantem uma relação peso/potência de 8,4 kg/cv. Não lhe dá credencial de um esportivo – e nem é essa a intenção da marca –, mas garante agilidade suficiente para se destacar no tráfego urbano e desempenho instigante na estrada. O novo câmbio automático de seis marchas tem relações eficientes e “joga” a favor do motorista, com respostas rápidas em ultrapassagens e retomadas. Nota 8. Estabilidade – A suspensão é firme e isso ajuda a evitar as rolagens de carroceria diante de curvas acentuadas. Apesar do preço na faixa dos R$ 60 mil, nem mesmo a versão de topo é “agraciada” com recursos como controle eletrônico de estabilidade e tração. Estes ficaram para a próxima geração. Nota 7. Interatividade – O HB20 é um carro extremamente fácil de se lidar, ainda mais na configuração de topo. Os faróis têm acendimento automático e as manobras são facilitadas pelos sensores traseiros de estacionamento, mas não há câmara de ré. O ar-condicionado é digital e os retrovisores rebatem eletricamente. A central multimídia, paga à parte, espelha alguns modelos de celulares, mas não tem GPS. Ou seja, depende de um smartphone com bateria e conexão de internet, além de sistema operacional e marca compatíveis com a tecnologia, para definir rotas. Nota 8.

Consumo – O Hyunday HB20 Premium 2016 não consta na tabela de avaliações do InMetro. Durante a avaliação, o consumo ficou em 10,8 km/l com gasolina em ciclo misto. Para um motor flex com suas especificações, não é ruim. Nota 8. Conforto – Como todos os compactos, o HB20 foi feito para levar quatro adultos com conforto e cinco com algum aperto no assento traseiro. Neste caso, porém, há bom espaço para as pernas atrás. O isolamento acústico é eficiente até o momento em que se exige mais força do motor. Em giros altos, não há milagres. Nota 8. Tecnologia – A linha HB20 usa uma plataforma moderna, que teve alguns componentes adaptados especialmente para o Brasil e ainda serviu como base para o Hyundai i20 europeu. No recente facelift, lançado em outubro, o motor 1.6 ganhou sistema de partida a frio e o câmbio automático passou a ter duas marchas a mais, totalizando seis. A central multimídia opcional da versão de topo traz soluções interessantes para o motorista, como o espelhamento de alguns celulares. A configuração Premium ainda recebe airbags laterais. Nota 8.

Habitabilidade – Há nichos na medida para levar os objetos pessoais do motorista, mas sem grande folga. As portas têm excelente ângulo de abertura e os ajustes do banco propiciam uma posição confortável para o condutor. O porta-malas carrega 300 litros, uma capacidade na média da concorrência direta, e os bancos na versão Premium são bipartidos, o que pode ampliar a área útil mesmo com passageiros atrás. Nota 8. Acabamento – O interior da linha HB20 é agradável e remete a carros maiores e mais caros da marca sul-coreana. Além disso, os encaixes são precisos e os materiais escolhidos, de boa qualidade. O pacote opcional com bancos, painel das portas dianteiras e manopla do câmbio em couro marrom insere certo requinte ao compacto e o diferencia nesse quesito da concorrência em seu segmento. Nota 8. Design – Esse sempre foi um ponto forte do HB20 e, mesmo assim, a linha inteira passou por um recente face-lift. A nova grade hexagonal dianteira com detalhes cromados segue a identidade visual adotada nos demais veículos da marca e, junto com os faróis com projetores e luzes diurnas em leds da versão Premium, entrega uma dianteira mais refinada e imponente. Atrás, as lanternas ficaram mais espichadas e o para-choque, assim como o dianteiro, tornou-se mais robusto. Detalhes que dão mais charme ao hatch. Nota 9.
Custo/benefício – O HB20 Premium não é barato. Começa em R$ 59.445 e, completo, vai a R$ 63.535, mas está posicionado na parte superior do nicho de hatches pequenos. Na briga entre eles, não se sai tão mal. É mais caro que um Peugeot 208 Griffe 1.6, que tem lista mais farta de equipamentos. Porém, custa menos que um Ford Fiesta Titanium 1.6, também mais bem equipado, e que um Fiat Punto Blackmotion 1.8 e um Honda Fit EXL, com equipamentos similares. A julgar pelo seu bom resultado de vendas, preço não é um problema para o HB20. Nota 7. Total – O Hyundai HB20 somou 79 pontos em 100 possíveis.

Impressões ao dirigir

O Hyundai HB20 sempre se destacou pelo visual e foi considerado um dos hatches compactos mais vistosos do mercado. O face-lift promovido pela marca em outubro do ano passado só fez crescer essa impressão, principalmente na sua configuração de topo, a Premium. A frente ganhou novidades que conseguiram, ao mesmo tempo, tornar o modelo mais robusto e requintado. A grande aumentou e segue o mesmo padrão dos modelos superiores da Hyundai, com bordas laterais e inferior cromadas. As novas luzes diurnas de leds inserem mais personalidade à dianteira e transmitem um ar de superioridade entre a concorrência. Chama atenção o cuidado que a fabricante sul-coreana teve com o interior. A primeira impressão é de se tratar de um modelo de categoria superior – e era exatamente essa a intenção. Principalmente com o pacote opcional que engloba revestimentos em couro marrom escuro nos assentos, painéis das portas e manopla do câmbio. Os materiais são aparentemente de boa qualidade e todos os comandos são bem resolvidos e de utilização simples.
Em movimento, os 128 cv e 16,5 kgfm do propulsor 1.6 se traduzem em um vigor capaz de impressionar quem está acostumado a dirigir outros hatches compactos. Ultrapassagens e retomadas são realizadas sem grande esforço: basta pressionar com vontade o pedal do acelerador que o câmbio automático de seis marchas reduz o suficiente para ver o conta-giros subir rapidamente. O barulho aumenta no habitáculo, mas esse leve incômodo compensa. A direção hidráulica tem o peso certo para manobrar o carro sem dificuldades e garantir firmeza em velocidades altas. A visibilidade é semelhante à da maioria dos hatches, ou seja, melhor à frente que atrás. Surpreende a ausência de uma câmara de ré, mas isso certamente será resolvido em breve, com uma nova opção de central multimídia. Em tempos de crise automotiva, dá para perceber porque o HB20 cada vez mais se posiciona como um dos carros preferidos do consumidor brasileiro.

Ficha técnica

Hyundai HB20 Premium

Motor: Gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.591 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote, sistema de partida a frio e comando variável de válvulas na admissão. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.
Transmissão: Automática de seis velocidades à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não possui controle de tração.
Potência máxima: 128 cv e 122 cv a 6 mil rpm com etanol e gasolina.
Aceleração de 0 a 100 km/h: 10,6 segundos.
Velocidade máxima: 190 km/h.
Torque máximo: 16,5 kgfm a 5 mil rpm com etanol e 16,0 kgfm a 4.500 rpm com gasolina.
Diâmetro e curso: 77,0 mm x 85,4 mm.
Taxa de compressão: 12:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores telescópicos pressurizados e barra estabilizadora. Traseira semi-independente por eixo de torção, barra estabilizadora, molas helicoidais e amortecedores. Não possui controle de estabilidade.
Pneus: 185/60 R15.
Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás. Oferece ABS com EBD.
Carroceria: Hatch em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 3,92 metros de comprimento, 1,68 m de largura, 1,47 m de altura e 2,50 m de distância entre-eixos. Airbags frontais e laterais de série.
Peso: 1.071 kg.
Capacidade do porta-malas: 300 litros.
Tanque de combustível: 50 litros.
Produção: Piracicaba, São Paulo.
Lançamento no Brasil: 2012.
Reestilização: 2015.
Itens de série: Ar-condicionado digital e automático, direção hidráulica, fixação Isofix, sistema de som com Bluetooth e comandos no volante, computador de bordo, banco do motorista com regulagem de altura, vidros elétricos com função one-touch, travas elétricas, chave tipo canivete com comando de travamento das portas, retrovisores elétricos com luz indicadora de direção e com rebatimento elétrico, volante com regulagem de altura e profundidade, rodas de liga leve de 15 polegadas, lanternas renovadas, faróis com projetores e luzes diurnas de leds, faróis de neblina com projetores, acendimento automático dos faróis, sensores traseiros de estacionamento, banco traseiro bipartido, alarme volumétrico, volante e pomo de câmbio em couro, maçanetas externas cromadas, friso cromado nos vidros laterais e airbags laterais.
Preço: R$ 59.445.
Pacote com bancos de couro marrom: R$ 61.035.
Pacote com bancos de couro e central multimídia: R$ 63.535.
Autor: Márcio Maio (Auto Press)
Fotos: Isabel Almeida/Carta Z Notícias

Na crista da onda - Terceiro em vendas no Brasil em 2015, Hyundai HB20 esbanja requinte e desempenho na versão Premium

Fonte: Salão do Carro
Categoria: Testes

Primeiras impressões do Volvo XC90

Primeiras impressões do Volvo XC90

A Volvo sempre foi uma referência em segurança. Essa imagem foi o atrativo para levar a Gelly a desejar adquirir o controle da marca sueca, em 2010. E foi também o principal foco do grande investimento feito pela montadora chinesa, de US$ 11 bilhões – ou cerca de R$ 45 bilhões. Mas só no ano passado surgiu o primeiro modelo totalmente desenvolvido sob esta nova “direção”: o SUV grande XC90. O modelo carrega tudo que há de mais moderno no mercado nesse quesito e, apesar dos preços salgados – a versão de entrada T6 Momentum Drive-E começa em R$ 319 mil –, já emplacou 128 unidades no país desde sua chegada, em meados de setembro do ano passado. A vinda do utilitário esportivo de sete lugares tem um objetivo claro: brigar pela fatia mais elitizada do mercado automotivo nacional com os alemães Audi Q7, BMW X5 e Mercedes-Benz GLE, além do inglês Range Rover Sport.

Veja também:
  • Teste da segunda geração do Volvo XC90
Para isso, há uma grande aposta no “recheio” tecnológico do SUV. O novo XC90 traz itens e requinte jamais vistos em outro veículo da Volvo. Para começar, trata-se do utilitário esportivo pioneiro em tecnologia semiautônoma de auxílio ao motorista. Sensores e câmaras monitoram as faixas das vias e o veículo à frente no trânsito, enquanto o sistema comanda a aceleração, a frenagem e a movimentação do volante em curvas leves. Quando se ultrapassa o limite de 50 km/h, atua como um controle de cruzeiro adaptativo, com assistência automática de freio e acelerador. Há alerta de mudança de faixa, que corrige o volante quando se invade outra pista, e alerta que detecta e avisa condutores que parecem desatentos.

O carro também aciona o freio automaticamente caso o motorista tente se posicionar frontalmente em relação a outro veículo que venha em sentido contrário – situação comum em cruzamentos e estradas. Os freios entram em ação automaticamente assim que o veículo detecta um potencial choque. Seja para evitar a colisão ou, na pior das hipóteses, minimizar os impactos da batida. Mas, caso o condutor prefira, todos os sistemas de auxílio de condução semiautônoma podem ser desativados. Estas tecnologias devem, inclusive, ser inseridas nos próximos modelos de médio e grande porte da Volvo. Além da tecnologia, a plataforma, a modular SPA, que estreou no XC90, também deve ser compartilhada por eles.

As comodidades para o motorista não acabam aí. O carro consegue estacionar sozinho em vagas perpendiculares e paralelas. No interior, chama atenção o painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas. A partir de uma outra tela no console central, pode-se configurar, por exemplo,  os modos. São quatro: Confort, Eco, Dynamic e Off Road. Cada um deles entrega um ajuste distinto para motor, transmissão, direção, eficiência energética e layout do painel.

O motor é o T6, da linha E-Drive. Movido a gasolina, trata-se de um 2.0 litros com turbocompressor que entrega 320 cv e torque de 40,7 kgfm. A transmissão é sempre automática de oito velocidades e tração integral. As diferenças entre as versões de entrada Momentum e topo Inscription começam nas rodas, que sobem de 19 para 20 polegadas. A configuração mais cara também ganha sistema de áudio premium com 19 alto-falantes, bancos dianteiros com suporte lateral elétrico e ventilação e traseiros com climatização, encosto de cabeça elétrico para a segunda fileira de bancos, alerta de colisão traseira e de trafego lateral, sistema de alerta de ponto cego, câmara com visão 360º e com visão frontal de 180º, head up display, sistema de suspensão a ar e outros detalhes estéticos. Mas a diferença de preço também é alta: sobe R$ 44 mil, chegando a R$ 363 mil.

Impressões ao dirigir

A Volvo empurrou os limites entre homem e máquina no XC90. As diversas tecnologias de auxílio à condução são despudoramente invasivas. E até assumem um caráter pedagógico. Caso o motorista se coloque em risco de colisão, os sistemas entram em ação sem se preocupar com possíveis melindres de quem está ao volante. O condutor passa até a ter cuidado para que o carro não reprove seu comportamento – com uma freada de advertência ou uma sutil mudança no esterçamento do volante. É claro que todos os sistemas do carro são comutáveis. Mas quem se decide por comprar um Volvo não vai se sentir muito brilhante se resolver desligar os controles de auxílio à condução. É o caso de se aceitar a condição de refém da tecnologia de segurança da marca sueca ou procurar modelos de outras marcas, mais subservientes ao motorista.
Além de ser o carro mais tecnológico já feito pela Volvo, o XC90 é também espaçoso e requintado. Os materiais utilizados no revestimento são de alta qualidade e, no caso da versão de entrada Momentum, bastante sóbrios. O revestimento em couro pespontado cobre parte das portas, bancos, console central e a parte superior do tablier. Detalhes em aço escovado resinado, cromo e preto brilhante destacam os botões e controles. Uma tela de TFT configurável substituiu os instrumentos tradicionais, enquanto no console central, um tablet vertical traz os comandos de climatização, som, telefonia e GPS. Por ela também se controla os vários recursos do banco do motorista e passageiro, como aquecimento, massagem e ventilação.
O motor turbo de 2.0 litros e 320 cv responde prontamente às solicitações no acelerador e dá ao XC90 um comportamento bem agressivo. Não se percebe falta de força nas acelerações e retomadas. Ainda assim, não inspira tocadas mais esportivas. As suas mais de duas toneladas e o entre-eixos de quase três metros tornam as mudanças de direção um pouco lentas. E mesmo que o sistema suspensivo controle a rolagem da carroceria sem maiores problemas, o grande benefício é o rodar suave e o alto nível de conforto oferecido pelo SUV sueco.

Ficha técnica

Volvo XC90 Momentum

Motor: A gasolina, dianteiro, transversal, 1.996 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro com turbocompressor. Injeção direta de combustível. 
Transmissão: Câmbio automático de oito velocidades a frente e uma a ré. Tração integral. 
Potência máxima: 320 cv a 5.700 mil rpm.
Diâmetro e curso: 82 mm x 93,2 mm.
Taxa de compressão: 10,8.
Aceleração de zero a 100 km/h: 6,5 segundos.
Velocidade máxima: 230 km/h. 
Torque máximo: 40,7 kgfm entre 2.200 e 5.400 rpm. 
Suspensão: Dianteira independente com braços duplos e molas helicoidais. Traseira com ligações integrais e molas helicoidais. Suspensão adaptativa a ar como opcional. Oferece controle de estabilidade. 
Pneus: 235/55 R19.
Freios: Discos ventilados na frente e atrás. Oferece ABS com EBD e assistência de frenagem eletrônica. 
Carroceria: Utilitário esportivo em monobloco com quatro portas e sete lugares. Com 4,95 metros de comprimento, 2,14 m de largura, 1,77 m de altura e 2,98 m de entre-eixos. 
Peso em ordem de marcha: 2.125 kg.
Capacidade do porta-malas: 692 litros.
Capacidade tanque do combustível: 71 litros. 
Produção: Torsland, Suécia. 
Itens de série: Controle de áudio no volante, sistema de áudio com 10 alto-falantes, assentos dianteiros com regulagem elétrica e aquecimento, assento para crianças no banco traseiro, capacidade para sete lugares, ar-condicionado digital de quatro zonas com saída para porta-luvas, purificador de ar, sistema de climatização exclusivo para terceira fileira, teto solar panorâmico, painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas, painel central de LCD de nove polegadas touchscreen, airbags frontais, laterais e de cortina, assistente de frenagem de emergência, cintos de segurança com pré-tensores e limitador de esforço, frenagem automática para veículos, pedestres e ciclistas com visão noturna, controle eletrônico de estabilidade, controle eletrônico anticapotamento, sistema de alerta ao condutor, sistema de alerta para troca de faixa, partida sem chave, configurador de modo de condução, controle adaptativo de cruzeiro, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, assistente de estacionamento paralelo e perpendicular, Volvo on Call, faróis full leds, espelhos retrovisores elétrico com desembaçador, memória e indicador de luzes em leds, rodas de liga leve aro 19. 
Preço: R$ 319 mil.
Autores: Márcio Maio e Eduardo Rocha(Auto Press)
Fotos: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias

Ataque por cima - Volvo XC90 mira nos SUVs grandes premium com segurança avançada desde a versão de entrada Momentum

Fonte: Salão do Carro
Categoria: Testes

6 de jan. de 2016

Hyundai cria versão interativa e moderna do manual do carro

Hyundai cria versão interativa e moderna do manual do carro

Conteúdo em Vídeo
A Hyundia divulgou um vídeo esta semana onde demonstra o funcionamento de um sistema muito interessante, utilizando a tecnologia de realidade aumentada, que deverá estar cada vez mais presente na vida de todos. Ela permite que os donos de carros entendam melhor os seus veículos em uma espécie de versão mais moderna e interativa do manual. O Hyundai Virtual Guide AR é um aplicativo que as pessoas podem instalar em qualquer smartphone e que pode ser muito interessante na hora de arrumar pequenos problemas que eventualmente podem acontecer com o veículo. Ele conta com diversos tutoriais que podem ser vistos diretamente no dispositivo.

Como o vídeo ilustra, tudo acontece a partir do momento que os usuários apontam a câmera do seu smartphone para uma determinada parte do carro. Ele vai reconhecer os itens do sistema e passará a exibir uma série de informações detalhadas. Ao clicar nas opções que aparecem, os usuários poderão ter acesso a uma série de informações diferentes sobre o carro. Pode ser a solução para quem não entende nada de mecânica. 
Sistema utiliza realidade aumentada para ajudar motorista a corrigir determinados problemas do veículo.

Fonte: Salão do Carro
Categoria: Vídeos

Auto Papo - Civic novo em 2016, mas a fábrica...

Auto Papo - Civic novo em 2016, mas a fábrica...





O Honda Civic de nova geração é um produto que prova o quanto o mercado brasileiro vai saltar cada vez mais de qualidade. O problema é a incerteza econômica, que determinou o atraso da fábrica da marca japonesa em Itirapina (SP). Saiba mais no Auto Papo. civic.mp3

Fonte: R7

5 de jan. de 2016

Quadriciclos precisarão ser emplacados para rodar nas ruas

Quadriciclos precisarão ser emplacados para rodar nas ruas

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) fez a regularização de quadriciclos, para que seus donos possam circular com eles em vias urbanas. De acordo com a resolução que foi publicada pelo Contran, todos os quadriciclos podem ser registrados e licenciados juntamente aos departamentos de trânsito (Detrans) de cada estado. Além dos quadriciclos tradicionais, a decisão atinge modelos como o Renault Twizy, que é uma espécie de “minicarro” elétrico.

Restrições



Com essa medida, que entrou em vigor dia 16 de dezembro, os quadriciclos precisarão ser emplacados em suas traseiras, assim como em motos, para poderem trafegar nas ruas. O Contran separou veículos em dois tipos. O primeiro é para os mais tradicionais, que é um veículo automotor parecido com as motos, com um guidão com 4 rodas, juntamente com um eixo traseiro e dianteiro. Para estes, o motor deve ser movido a combustão ou elétrico; O peso desses veículos não pode ser mais do que 400 ou 550 kg, principalmente se for um veiculo voltado para o transporte de cargas. Se for elétrico, terá o desconto do peso das baterias, caso o motor não tenha potencia maior do que 15 kW (aproximadamente 20,4 cv). Porém, para os dois casos, o condutor precisará ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), na categoria B, que é a mesma para carros. O segundo tipo vai para os veículos que são elétricos e possuem a cabine fechada, tendo o eixo traseiro e dianteiro e também possuindo 4 rodas. O peso, assim como no primeiro tipo, não pode passar de 400 ou 550 kg, principalmente, quando for um veiculo voltado para o transporte de cargas. O peso das baterias também deve ser eliminado quando a potência do veículo não for maior do que 15 kW (20,4 cv, aproximadamente). De acordo com o Contran, os quadriciclos precisam seguir os requisitos de segurança que são específicos para triciclos. Para os quadriciclos que são tradicionais e possuem guidão, é de obrigação do condutor que ele utilize o capacete. Para o Renault Twizy, é preciso utilizar o cinto de segurança de 3 ou 4 pontos, além do airbag na parte da frente

Proibição em rodovias

Com o emplacamento exigido pelo Contran, é permitido que os quadriciclos rodem em vias urbanas, porém eles estão proibidos de circularem por rodovias estaduais, federais e do Distrito Federal. Também torna-se proibido o uso de cabine fechada em quadriciclos convencionais e a mudança de outros tipos de veículos em quadriciclos.
Com o emplacamento exigido pelo Contran, é permitido que os quadriciclos rodem em vias urbanas, porém eles estão proibidos de circularem por rodovias.

Fonte: Salão do Carro
Categoria: Curiosidades

Volvo apresenta carro conceito com tela gigante para assistir vídeo por streaming

Volvo apresenta carro conceito com tela gigante para assistir vídeo por streaming

Conteúdo em Vídeo
A Volvo divulgou um vídeo com imagens de um novo carro conceito onde a diversão e o entretenimento são os grandes protagonistas. A montadora, que é uma das mais avançadas quando o assunto é carro autônomo, quer oferecer opções de atividades para os motoristas e passageiros enquanto o veículo segue, sozinho, o seu caminho. O modelo, além de ser todo futurista, permite que as pessoas assistam serviços de vídeo por streaming, como o Netflix, de uma forma mais fluente e inteligente, começando pela grande tela disponibilizada no console do veículo.

A tela foi criada para ocupar todo o espaço que não foi tomado pelo volante e também pelo console central. Para dar suporte ao streaming, a Volvo prevê sistemas que se utilizem da conexão de internet 5G dedicada entre carros e vias, o que deve ser fundamental para o funcionamento dos carros autônomos de uma forma geral. Um outro sistema previsto pela Volvo envolve mais tecnologias. Com base na distância e no percurso que os motoristas e os passageiros irão fazer, bem como informações do tráfego, o sistema vai baixar uma lista personalizada de mídias com cache suficiente. Desta forma, os passageiros poderão assistir ao conteúdo sem que ele caia no meio do caminho. Alguns protótipos deverão ser apresentados na próxima edição da CES, em Las Vegas. 
Projeto foi criado em parceira com a Ericsson.

Fonte: Salão do Carro
Categoria: Vídeos

Volkswagen divulga teaser de minivan tecnológica

Volkswagen divulga teaser de minivan tecnológica

Conteúdo em Vídeo
Eventos de tecnologia também podem ser oportunidades interessantes para as montadoras apresentarem novidades. É o caso da Volkswagen, que confirmou mais uma vez presença na Comumer Eletronics Show, que acontece todos os anos em Las Vegas. No vídeo acima dá para ter um gostinho do que a montadora alemã está preparando para a ocasião. De acordo com as informações que já foram publicadas sobre a novidade, a VW vai apresentar uma nova minivan que será fabricada na unidade em Puebla, no México. Nas imagens é possível acompanhar apenas alguns closes e detalhes do exterior do veículo, o que acaba não entregando muito.

Mas alguns representantes da marca já falaram que esta Minivan deverá acabar se tornando uma versão um pouco mais evoluída do conceito Microbus, originalmente lançado no ano de 2011.Na época, este conceito tinha como principal objetivo tentar regatar um pouco do sucesso em Kombi. Mas como o evento esoclhido para apresentar a Minivan foi a CES, espera-se que tenha muita tecnologia envolvida. Espera-se que o carro tenha motorização elétrica e também grandes possibilidades em termos de conectividade. 
Carro será apresentado oficialmente durante a próxima Consumer Eletronics Show (CES)

Fonte: Salão do Carro
Categoria: Vídeos

4 de jan. de 2016

Teste do Fiat 500 Abarth

Teste do Fiat 500 Abarth

O Fiat 500 já é um “funcar” por natureza. Mas sua configuração de topo acentua o que de mais divertido o subcompacto da marca italiana tem a oferecer: uma esportividade surpreendente. Afinal, na versão Abarth, o carrinho pesa 1.164 kg e é empurrado por nada menos que 167 cv. E é justamente a relação peso/potência de 6,79 kg/cv o melhor trunfo da variante Abarth – departamento de competição desportiva da Fiat criado depois que a fabricante comprou, em 1971, a marca de automóveis de corrida Abarth.  Veja também:
  • Impressões do Fiat 500 Abarth
O propulsor é o mesmo 1.4 16V MultiAir, que rende no 500 Cabrio Automático 105 cv. No Abarth, porém, ele ganha o reforço de um turbo de até 1,24 bar, filtro de ar de alto fluxo e coletor de escape otimizado de dupla saída. Para manter tamanha força sob controle, entra em ação uma suspensão esportiva e tecnologias voltadas para a segurança. Além disso, há toda uma preparação estética que envolve saias laterais, spoiler avantajado sobre o vidro traseiro e para-choques dianteiro e traseiro mais robustos – o modelo também cresceu 6 cm em relação ao 500 “civil”. O brasão do escorpião, símbolo da Abarth, aparece em diversos lugares de fora e de dentro – até mesmo no motor e no cubo das rodas, que têm aro 16 e recebem pneus 195/45.

O interior também se destaca. Além do brazão vermelho e amarelo do escorpião centralizado no volante, o carro tem painel em cristal líquido com velocímetro digital. Nas laterais, dois medidores em barras mostram, à esquerda, um modesto conta-giros, e à direita, para manter o equilíbrio estético, um exagerado marcador de combustível. Os bancos esportivos, no estilo concha, têm apoio de cabeça integrado. O revestimento é em couro preto e, para incrementar o visual de bólido, há pespontos em vermelho. A mesma combinação é usada na alavanca do câmbio e no volante. Todos os plásticos são em preto, exceto o charmoso aplique no painel, na cor da carroceria, típico do 500. E, como não poderia deixar de ser, as pedaleiras em alumínio reforçam a atmosfera agressiva do habitáculo.

Mas o melhor do 500 Abarth está mesmo sob o capô. Os 167 cv do propulsor 1.4 16V MultiAir Turbo são acompanhados pelo generoso torque de 23 kgfm, que fica pleno na faixa entre 2.500 e 4 mil giros. Ele trabalha em conjunto com um câmbio manual de cinco velocidades e, com essas especificações, o Abarth sai do zero e chega aos 100 km/h em apenas 6,9 segundos. Já a velocidade máxima fica em 214 km/h. Os itens de série englobam alguns voltados para a segurança. Há controles eletrônicos de tração com transferência de torque entre as rodas e de estabilidade configurável em três níveis. Um botão “Sport” amplia dos 0,8 bar normais para 1,24 bar a pressão do turbo e sete airbags estão disponíveis – frontais, laterais, de cortina e de joelhos para motorista. A lista de opcionais é curta: há apenas teto solar panorâmico e som Beats. O preço inicial parte de R$ 94 mil, mas completo chega a R$ 100.335. Não é barato, mas a compra de um automóvel com essas características não contempla qualquer critério racional.

Ponto a ponto

Desempenho – O Fiat 500 Abarth é divertido. São 1.164 kg empurrados por nada menos que 167 cv. Essa relação peso/potência de 6,79 kg/cv justifica bem a denominação “pocket rocket” – foguete de bolso – empregada à versão. O acelerador é bastante suscetível à pressão, os giros sobem rapidamente e o ganho de velocidade é vigoroso. O motor se enche facilmente, principalmente em saídas de curvas. Com isso, arrancadas, ultrapassagens e retomadas são sempre eficientes. E o modo de direção Sport ainda garante um comportamento mais reativo. Nota 9. Estabilidade – É impressionante a sensação de segurança que o 500 Abarth transmite. A suspensão esportiva segura bem o subcompacto nas curvas. Não se notam rolagens de carroceria e o modelo ainda conta com bons aparatos tecnológicos: há controles eletrônicos de tração com transferência de torque entre as rodas e de estabilidade que pode ser configurado para atuar em três níveis: pouco permissivo, permissivo ou muito permissivo. Nota 9. Interatividade – No interior, tudo parece conspirar para que se explore a esportividade do 500 Abarth. Principalmente o painel com medidor de força G, que instiga a levar a ótima estabilidade do modelo ao limite. Mas não há luxos que justifiquem a faixa de preço por volta dos R$ 100 mil, como câmara de ré ou central multimídia. O quadro de instrumentos tem leitura simples e existem poucos comandos, todos acessíveis e de uso intuitivo. O câmbio manual de seis velocidades tem engates precisos e o volante, boa pegada. Nota 8.

Consumo – O Fiat 500 Abarth foi avaliado pelo Programa de Etiquetagem do InMetro e registrou 9,5 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada, o que garantiu classificação E em sua categoria e C na geral. É pouco para um modelo apenas a gasolina e tão pequeno e leve. Nota 5. Conforto – A esportividade da versão mais apimentada do 500 prejudica levemente a vida dos ocupantes, já que a suspensão firme transfere para a cabine os desníveis das ruas brasileiras – mas nada tão exagerado. O espaço atrás é apertado e só indicado para crianças. O isolamento acústico é eficiente, já que o barulho do motor só invade mesmo o habitáculo quando sua força é exigida e, nesse caso, cria uma atmosfera instigante. Nota 7. Tecnologia – A base é o 500, mas na versão Abarth o carro foi totalmente revisto, a começar pelo conjunto suspensivo esportivo e os discos de freios redimensionados, maiores e com poder de frenagem realçado. São sete airbags, controle eletrônico de estabilidade em três níveis de atuação, controle de tração e função “Sport”, que aumenta automaticamente a pressão do turbocompressor na faixa de torque do motor, de 0,8 bar para 1,24 bar. O pacote pode ser completado ainda com teto solar elétrico opcional e sistema de áudio premium Beats. Nota 8.

Habitalidade – Há poucos porta-objetos na cabine do 500 Abarth. Até os bolsões das portas são pequenos. O porta-malas leva apenas 185 litros. O espaço na frente é razoável, mas pessoas mais altas podem se sentir um pouco apertadas. Nota 5. Acabamento – O painel tem aplique plástico na cor da carroceria e mescla um aspecto jovem com uma qualidade aparentemente boa e encaixes bem feitos. O volante recebe um couro pespontado, assim como os bancos. Os cromados são utilizados sem exageros e o resultado é um habitáculo harmônico, charmoso e agradável. Mas na mesma faixa de preço há carros bem superiores nesse quesito. Nota 7. Design – A configuração Abarth parece uma variante convencional do 500, mas tunada. Um visual que expressa esportividade com certo exagero. Há duplo escapamento cromado, rodas de liga leve exclusivas de 16 polegadas, faixas laterais disponíveis nas cores vermelho, branco e preto e capa dos retrovisores externos acompanhando a mesma cor da faixa. O parachoque dianteiro tem 69 mm a mais, para alojar os radiadores de ar e água, enquanto o traseiro foi renovado. Além disso, são 16 exclusivos detalhes “Abarth” espalhados pela carroceria e interior, como o logotipo do escorpião, que aparece até no motor. Nota 8.
Custo/benefício – O preço do Fiat 500 Abarth é R$ 94 mil. Com sistema de áudio Beats e teto solar, sobe para R$ 100.335. Um Audi A1 Sportback Attraction 1.4 TFSI S tronic tem menos potência, quatro portas e custa R$ 96.190. A Suzuki pede R$ 76.990 pelo Swift Sport com motor 1.6 aspirado de 162 cv e, na versão R, com pintura no teto e na cobertura do motor, rodas de liga leve aro 17 – normalmente são 16 –, retrovisores externos com pisca integrado e sensor de estacionamento, esse valor sobe para R$ 83.990. A própria Fiat vende o Punto T-Jet completo, com motor 1.4 turbo de 152 cv por R$ 82.816 – e bem mais equipado que o 500 Abarth. A Renault entrega o Sandero RS, com motor 2.0 de 150 cv, por R$ 58.880. O 500 é importado e chegou a custar cerca de 20% menos que o valor atual. Com a variação cambial, fica difícil se dar bem nesse quesito. Nota 4. Total – O Fiat 500 Abarth somou 70 pontos em 100 possíveis.

Impressões ao dirigir

Visualmente, o Fiat 500 Abarth não chega a chamar tanta atenção, comparado com outras configurações do modelo. Ele tem elementos que inserem certa agressividade ao seu design, mas o estilo retrô e simpático prevalecem a ponto de ficar até difícil acreditar que o carro seja capaz de um desempenho tão instigante. Apesar das muitas indicações de que se trata de um Abarth – há escorpiões espalhados por todo o carro –, é o ronco rouco do motor o responsável por dar a maior pista de até onde a versão consegue chegar.  O banco esportivo em concha recebe o motorista bem e o volante parece do mesmo tamanho que as outras versões – o que é uma pena, porque se fosse um pouco menor estaria mais próximo da realidade de um bólido. Afinal, tudo no modelo é diminuto, principalmente o espaço. Trata-se de um carro para duas pessoas na frente e, talvez, crianças no assento traseiro – mas com duas portas, manusear cadeirinhas infantis é nada prático ali. Já a posição do câmbio, assim como em qualquer 500, encaixa bem na mão e torna as trocas de marchas mais confortáveis.
O acelerador responde bem. Basta pressioná-lo com vontade e esperar poucos instantes para ver os giros subirem rápido. Há um pequeno “turbo lag”, mas é pouco perceptível. É uma direção extremamente instigante, principalmente quando se aperta o botão “Sport”. Ele faz a pressão do turbocompressor aumentar de 0,8 bar para 1,24 bar na faixa de torque, entre 2.500 rpm e 4 mil giros.  A suspensão esportiva garante uma estabilidade ímpar e quase não se vê intervenção do controle eletrônico de estabilidade. Ela até cobra um pouco do conforto, mas nada tão distante de muitos modelos que não têm a mesma potência do 500 Abarth. Um dos pontos fortes do carro é sua desenvoltura também no trânsito urbano. Além do tamanho perfeito para as grandes cidades, sua agilidade chama atenção nos engarrafamentos cotidianos.

Ficha técnica

Fiat 500 Abarth

Motor: A gasolina, dianteiro, transversal, 1.368 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, turbo, comando variável de válvulas na admissão e comando simples no cabeçote. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.
Transmissão: Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle de tração.
Potência máxima: 167 cv a 5.500 rpm.
Torque máximo: 23 kgfm entre 2.500 e 4 mil rpm.
Aceleração de 0 a 100 km/h: 6,9 segundos.
Velocidade máxima: 214 km/h.
Diâmetro e curso: 72,0 mm X 84,0 mm.
Taxa de compressão: 9,8:1.
Suspensão: McPherson com rodas independentes, braços oscilantes inferiores a geometria triangular e barra estabilizadora. Traseira do tipo semi-independente, eixo de torção e barra estabilizadora. Oferece controle eletrônico de estabilidade.
Pneus: 195/45 R16.
Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece ABS com EBD e BAS.
Carroceria: Subcompacto em monobloco com duas portas e quatro lugares. Com 3,67 metros de comprimento, 1,63 m de largura, 1,49 m de altura e 2,30 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais, de cortina e joelho para motorista de série.
Peso: 1.164 kg.
Capacidade do porta-malas: 185 litros.
Tanque de combustível: 40 litros.
Produção: Toluca, México.
Itens de série: controles eletrônicos de estabilidade e tração, rodas de 16 polegadas, controle de transferência de torque, assistente de partida em rampas, sete airbags, ar-condicionado automático dual zone, volante multifuncional, bancos revestidos em couro, rádio/CD/MP3, Bluetooth, comandos de voz e entrada USB/AUX, computador de bordo e trio elétrico.
Preço: R$ 94 mil.
Opcionais: Teto solar elétrico e som premium Beats by Dr. Dre.
Preço completo: R$ 100.355.
Autor: Márcio Maio (Auto Press)
Fotos: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias

Foguete de bolso - Configuração “nervosa” Abarth dá desempenho de bólido ao subcompacto Fiat 500

Fonte: Salão do Carro
Categoria: Testes

Perspectivas 2016: Mercado de automóveis

Perspectivas 2016: Mercado de automóveis

A queda por volta de 25% no mercado automotivo nacional em 2015 provocou expectativas nada animadoras para 2016. Mesmo quem caminhou na contramão da crise prefere manter a cautela na hora de planejar as estratégias diante de um período de incertezas. “Nos mantemos em alerta com as dificuldades atuais. Os planos para o início das operações de nossa segunda fábrica de automóveis no país, na cidade de Itirapina, em São Paulo, foram revisados e a nova data será definida de acordo com a evolução do mercado”, explica Paulo Takeuchi, diretor de Relações Institucionais da Honda South America.

O mais curioso é que a Honda cresceu cerca de 14% ao longo de 2015, com o lançamento bem-sucedido do utilitário esportivo compacto HR-V. Os planos da fabricante eram colocar a unidade de Itirapina em funcionamento já no final de 2015, mas agora não há qualquer previsão de inauguração. A planta recebeu investimentos de R$ 1 bilhão, incluindo aquisição do terreno, compra de equipamentos e construção das instalações. A Toyota não cresceu no ano passado – a queda foi de cerca de 8%¨–, mas já se prepara para aumentar a produção do compacto Etios na fábrica de Sorocaba, em São Paulo. “Vamos passar das 74 mil unidades anuais para 108 mil”, avisa Ricardo Bastos, diretor adjunto de Relações Públicas e Governamentais da Toyota no Brasil. A marca se prepara ainda para inaugurar, já no primeiro semestre deste ano, uma nova fábrica de motores em Porto Feliz, também em São Paulo.

Mas há quem acredite, pelo menos, na estabilidade dos números em 2016. “Quando tivermos uma definição política e econômica e informações sobre ajuste fiscal, o mercado deve se acalmar e encerrar o ano, no mínimo, com os mesmos resultados de 2015”, aponta o analista automotivo Paulo Roberto Garbossa, da ADK Automotive. E se o ano passado foi marcado pela proliferação de SUVs, 2016 reserva boas apostas no segmento de picapes. A Toyota já renovou a Hilux e a Renault lançou a Duster Oroch em 2015, mas ambas recebem novas versões com novidades nos trens de força para os próximos meses. Além disso, já se espera no Brasil a reestilização da Ford Ranger, a nova geração da Nissan Frontier e, em fevereiro, a chegada da mais nova integrante na categoria: a Fiat Toro, que usa a plataforma do Jeep Renegade e é um pouco maior que a Renault Duster Oroch –  tem um tamanho próximo ao de antigas picapes médias, como a Chevrolet S-10 e Ford Ranger vendidas no país até a década passada. “Essa nova configuração é meio que um balão de ensaio no Brasil. Não dá para saber o que vai acontecer, mas pode ser que apresente bons resultados e atinja alguns consumidores dos SUVs. Afinal, são praticamente utilitários esportivos com caçamba”, analisa Garbossa.

A Fiat ainda promoverá mais um lançamento importante em 2016, entre o fim do primeiro e o início do segundo semestre. Trata-se de um subcompacto, possivelmente chamado de Mobi, que fará a função de modelo de entrada, hoje ocupada pelos hatches Uno Vivace e Palio Fire. A Chery também ampliará sua aposta nos subcompactos, com a nacionalização de seu QQ, enquanto a conterrânea Lifan deve trazer, já no primeiro semestre, o crossover compacto X50, que é menor que o carro-chefe da marca por aqui, o SUV X60.

Outra a investir no segmento dos crossovers é a Nissan, que nega, mas tem planos de lançar o utilitário compacto Kicks, construído sobre a mesma plataforma dos compactos March e Versa, já fabricados em Resende, no interior do Rio de Janeiro. Outro modelo neste segmento que pode surgir por aqui no Salão de São Paulo, em outubro, é o ix25, disposto a pegar carona nos bons resultados de concorrentes como o Jeep Renegade e o Honda HR-V. Estes dois, aliás, devem seguir 2016 travando uma disputa acirrada pelo primeiro lugar nas vendas de SUVs no Brasil. “Será nosso primeiro ano cheio de produção e com 200 concessionárias trabalhando a pleno vapor. Estamos bem otimistas em relação ao nosso crescimento de participação no mercado”, diz Sérgio Ferreira, diretor geral da Chrysler Brasil e da Jeep para a América Latina.

Entre os médios, os mais esperados no Brasil em 2016 são as novas gerações do Chevrolet Cruze e do Honda Civic. Há ainda chances do Nissan Sentra ser vendido com o recente face-lift apresentado nos Estados Unidos, mas isso só deve acontecer no fim do ano, como linha 2017. Outra novidade da marca deve ser a nova geração do sedã médio-grande Altima, lançada em setembro último, nos Estados Unidos.
A Volkswagen, que começará este ano a comercialização do hatch Golf nacional, se prepara para trazer, nas próximas semanas, o sedã médio-grande Passat, enquanto a Ford promete para este ano a chegada da nova geração do Edge, SUV médio-grande que divide a plataforma com o sedã Fusion e foi mostrado na edição de 2014 do Salão de São Paulo.
Quem vive dias melhores no Brasil é o segmento de carros premium. Ao contrário do mercado generalista, os veículos de luxo cresceram cerca de 20% em vendas em 2015 e os bons resultados recentes repercutem neste ano, com a nacionalização de novos modelos. “A construção de nossa fábrica está dentro do planejado e sua inauguração está programada para o primeiro trimestre de 2016”, avisa Dirlei Dias, gerente sênior de Marketing e Vendas de Automóveis da Mercedes-Benz do Brasil. A marca alemã começará produzindo o crossover GLA e o sedã Classe C na unidade de Iracemápolis, em São Paulo.
A BMW também se prepara para ampliar seu portfólio de modelos brasileiros na unidade de Araquari, em Santa Catarina. De lá, além do hatch Série 1, do sedã Série 3, do utilitário X3 e do Mini Countryman, passará a sair da linha de produção neste ano a nova geração do crossover X1 e o X4.
A Audi, que iniciou sua produção local com o A3 sedã recentemente, vai fabricar também o crossover Q3 na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná. “Também traremos novidades na linha de produtos, com lançamentos que chegarão à nova geração do superesportivo R8”, promete Jörg Hofmann, presidente e CEO da Audi do Brasil.
A Jaguar Land Rover atua numa faixa de preços superior à dos modelos de entrada das concorrentes alemãs, mas também se prepara para iniciar sua linha de produção local. Da fábrica de Itatiaia, no Rio de Janeiro, sairão o novo Land Rover Range Rover Evoque, em sua versão reestilizada, e o Discovery Sport. A Jaguar ainda reserva para 2016 a chegada do crossover F-Pace e da nova geração do sedã XF.
Já a Porsche, que assumiu diretamente as operações no Brasil em 2015, venderá o novo Porsche 911 ainda neste primeiro trimestre do ano, em versão de entrada e com motor turbo de 370 cv. Mas potência mesmo tem o icônico Dodge Challenger Hellcat, com incríveis 717 cv e que tem sua importação estudada para cá, prevista para sair até o fim do ano. De qualquer forma, não há uma expectativa de forte crescimento no segmento premium em 2016. Pelo menos não comparado ao registrado em 2015. “Quando começarem a importar veículos com os valores de câmbio atuais, vai ser difícil manter os mesmos preços”, avalia o consultor Paulo Roberto Garbossa. De fato, os reajustes serão uma realidade. “Prevemos acréscimo de 6 a 10% em toda a linha de produtos já a partir deste mês”, entrega Dirlei Dias, da Mercedes-Benz. O presidente da Audi é mais otimista, porém não tanto. “Temos espaço para crescer, mas fatores como a flutuação cambial têm um impacto significativo sobre nossas operações”, justifica Jörg Hofmann.
Autor: Márcio Maio (Auto Press)
Fotos: Divulgação

Desastre anunciado - Setor automotivo já espera retração diante das indefinições de 2016

Fonte: Salão do Carro
Categoria: Mercado