Aos poucos, a Audi vem pavimentando o caminho para a retomada de uma produção sustentável no Brasil. Primeiro, quando passou a importar o sedã A3, em janeiro de 2014, e logo em seguida incluiu versões com preços bem atraentes para embalar as vendas – afinal, o sedã será primeiro produto dessa nova fase da empresa a sair das linhas paranaenses de São José dos Pinhais, em setembro. Agora, faz coisa semelhante com o crossover Q3, que também terá uma versão nacional no começo de 2016. A marca aproveitou o face-lift promovido neste início de ano na Europa para ampliar o line-up do modelo. Até agora, o utilitário só era vendido por aqui com motorização turbo de 2.0 litros e configurações que custavam a partir de R$ 150 mil. Agora, com a cara renovada, a Audi evoluiu as versões já existentes e incluiu o propulsor 1.4 TFSI, por 127.190, na versão Attraction, e R$ 144.190, na Ambiente.

Veja também:

Na parte visual, o Q3 adota a linguagem estética apontada pelo novo Q7. A principal mudança está na grade dianteira, que recebe uma grossa moldura pintada de prateado que chega a tocar na parte interna dos faróis. Todas as luzes dianteiras foram concentradas no conjunto ótico: faróis alto e baixo, assinatura em led e farol de neblina. O para-choque ficou bem semelhante ao utilizado na versão esportiva RS Q3, com molduras bem protuberantes abaixo dos faróis. Só que no RS Q3 há ali uma tomada de ar para os freios, enquanto no Q3 é apenas estético, não há qualquer abertura. Na traseira, as lanternas pasaram a ser em led e tiveram as seções redefinidas. Já os refletores foram alongados e acompanham a curva do para-choque.

Desde a versão de entrada Attraction, o Q3 tem um conteúdo compatível com o segmento premium. Além de obrigatórios trio elétrico, ar, direção, de relevante ela traz faróis bixênon, sensores de luz, chuva e obstáculos traseiro, rodas aro 17, revestimento dos bancos em couro sintético, volante multifuncional com borboletas para troca de marcha, sistema multimídia com comando de voz e start/stop. Entre os itens de segurança há controle de estabilidade e tração e seis airbags.

A Ambiente ganha rodas aro 18, ar bizone, tampa do porta-malas e teto solar elétricos e retrovisor eletrocrômico. A Ambiente 2.0 ainda recebe o Audi Drive Select, que permite mudar parâmetros de motor, suspensão, direção e câmbio para uma condução voltada para o conforto ou para a esportividade. A topo de linha Ambition traz de série bancos elétricos e sistema multimídia MMI Plus com navegação, equipamento vendido como opcional nas demais versões por R$ 10.500.

Mesmo antes da chegada das versões com motor 1.4, o Audi Q3 vinha apresentando um bom desempenho de vendas. No ano passado, manteve uma média de 320 unidades mensais. Neste ano, as vendas já ficaram bem parelhas com as do Range Rover Evoque, em torno de 400 carros/mês. Com essa ampliação da gama, a projeção é que as vendas subam em, pelo menos, 25% e cheguem mensalmente a 500 unidades. Nada mal como preparação para a chegada dos produtos feitos no Brasil.
No primeiro trecho, o modelo era um Ambiente 2.0 completo. O ganho na potência, passou de 170 cv para 180 cv, deu mais agilidade na hora de acelerar. No zero a 100 km/h, a Audi mediu 7,6 segundos contra 7,8 segundos da antiga motorização, mas a consistência no ganho de velocidade é capaz de impressionar. Nas retomadas, o câmbio de dupla embreagem e sete marchas se encaixa rapidamente sem maiores trancos. Quando se coloca o Audi Drive Select no modo mais esportivo, chamado de Dynamic a direção e a suspensão ficam mais firmes enquanto motor e câmbio passam a responder de forma mais abrupta às solicitações. No modo Comfort, ao contrário, tudo fica um pouco mais frouxo. E macio. Mas a maior novidade do dia era mesmo a motorização 1.4. A príncípio, parece um abuso querer que um motor desse tamanho consiga lidar bem com um crossover de pouco mais de 1.400 kg. Nada disso. Os 150 cv dão até alguma desenvoltura ao modelo. Isso, aliado ao comportamento dinâmico bastante equilibrado – tanto pelo ajuste de suspensão quanto pela rigidez da estrutura –, faz do Q3 um carro agradável e bastante desejável.
Em qualquer versão, o SUV médio da Audi recebe bem os ocupantes. É claro que a vida a bordo é melhor nas versões superiores, com teto solar panorâmico, banco de ajustes elétricos e ar condicionado digital bizone. Mas seja na Attraction, seja na Ambiente, o interior é igualmente confortável e elegante, embora não traga sinais exteriores de requinte. Os materias de revestimento não são exatamente nobres: o couro dos bancos é sintético e os plásticos rígidos do interior não têm toque agradável. Mas há qualidade nos encaixes das peças, cuidado nos detalhes e bom gosto na composição. Características que reafiram a condição de modelo premium.
Transmissão: Câmbio automatizado de dupla embreagem com seis velocidades à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração.
Potência máxima: 150 cv entre 5 mil e 6 mil rpm.
Aceleração 0-100 km/h: 8,9 segundos.
Velocidade máxima: 204 km/h.
Torque máximo: 25,5 kgfm entre 1.500 e 3.500 rpm.
Diâmetro e curso: 74,5 mm x 80 mm.
Taxa de compressão: 10:1. Motor 2.0: Gasolina, dianteiro, transversal, 1.984 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando duplo de válvulas no cabeçote. Injeção direta de combustível, acelerador eletrônico e turbocompressor com intercooler.
Transmissão: Câmbio automatizado de dupla embreagem com sete velocidades à frente e uma a ré. Tração integral. Controle eletrônico de tração.
Potência máxima: 180 cv entre 4 mil e 6.200 rpm (220 cv entre 4.500 e 6.200 rpm na versão Ambition).
Aceleração 0-100 km/h: 7,6 segundos (6,4 segundos na versão Ambition).
Velocidade máxima: 217 km/h (233 km/h na versão Ambition).
Torque máximo: 32,6 kgfm entre 1.400 e 3.900 rpm (35,7 kgfm entre 1.500 e 4.400 rpm na versão Ambition).
Diâmetro e curso: 82,5 mm x 92,8 mm.
Taxa de compressão: 9.6:1. Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira independente do tipo multilink, com braços sobrepostos, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Controle eletrônico de estabilidade.
Pneus: 235/55 R17 (Attraction) e 235/50 R18 (Ambiente e Ambition).
Freios: Discos ventilados na frente e atrás. Oferece ABS e EBD.
Carroceria: Utilitário esportivo em monobloco, com quatro portas e cinco lugares. Com 4,39 metros de comprimento, 1,83 m de largura, 1,59 m de altura e 2,60 m de entre-eixos. Oferece airbags duplos frontais, laterais dianteiros e do tipo cortina.
Peso: 1.405 kg (com motor 1.4), 1.540 kg (com motor 2.0 de 180 cv) e 1.565 kg (com motor 2.0 de 220 cv).
Capacidade do porta-malas: 460 litros.
Tanque de combustível: 64 litros.
Produção: Martorell, Espanha.
Lançamento mundial: 2011.
Lançamento no Brasil: 2012.
Face-lift: 2015.
Ambiente 1.4: Adiciona ar-condicionado automático de duas zonas, abertura e fechamento elétricos do porta-malas, bancos do motorista com ajustes elétricos e de lombar, retrovisor interno eletrocrômico, teto solar elétrico, rodas de liga leve de 18 polegadas, cruise control, teto solar elétrico e retrovisores externos rebatíveis eletricamente. Preço: R$ 144.190.
Ambiente 2.0: Adiciona Acabamento interno em alumínio, quatro modos de direção (econômico, conforto, esportivo e automático) e sensor de estacionamento dianteiro. Preço: R$ 165.190.
Opcional: central multimídia MMI Plus com sistema de navegação. Preço: R$ 10.500.
Ambition 2.0: Adiciona banco do carona com ajustes elétricos, central multimídia MMI com sistema de navegação. Preço: R$ 190.190.
Opcional: Alerta lateral para mudanças de faixa, sistema de partida sem chave e equipamento de som da Bose. Preço: R$ 7.500.
Fundamentos do mercado - Audi renova o visual do Q3 e cria versões mais baratas para preparar a chegada da produção nacional

Veja também:
- Novo Audi Q3 vem com motor 1.4 TFSI

Na parte visual, o Q3 adota a linguagem estética apontada pelo novo Q7. A principal mudança está na grade dianteira, que recebe uma grossa moldura pintada de prateado que chega a tocar na parte interna dos faróis. Todas as luzes dianteiras foram concentradas no conjunto ótico: faróis alto e baixo, assinatura em led e farol de neblina. O para-choque ficou bem semelhante ao utilizado na versão esportiva RS Q3, com molduras bem protuberantes abaixo dos faróis. Só que no RS Q3 há ali uma tomada de ar para os freios, enquanto no Q3 é apenas estético, não há qualquer abertura. Na traseira, as lanternas pasaram a ser em led e tiveram as seções redefinidas. Já os refletores foram alongados e acompanham a curva do para-choque.

Desde a versão de entrada Attraction, o Q3 tem um conteúdo compatível com o segmento premium. Além de obrigatórios trio elétrico, ar, direção, de relevante ela traz faróis bixênon, sensores de luz, chuva e obstáculos traseiro, rodas aro 17, revestimento dos bancos em couro sintético, volante multifuncional com borboletas para troca de marcha, sistema multimídia com comando de voz e start/stop. Entre os itens de segurança há controle de estabilidade e tração e seis airbags.

A Ambiente ganha rodas aro 18, ar bizone, tampa do porta-malas e teto solar elétricos e retrovisor eletrocrômico. A Ambiente 2.0 ainda recebe o Audi Drive Select, que permite mudar parâmetros de motor, suspensão, direção e câmbio para uma condução voltada para o conforto ou para a esportividade. A topo de linha Ambition traz de série bancos elétricos e sistema multimídia MMI Plus com navegação, equipamento vendido como opcional nas demais versões por R$ 10.500.

Mesmo antes da chegada das versões com motor 1.4, o Audi Q3 vinha apresentando um bom desempenho de vendas. No ano passado, manteve uma média de 320 unidades mensais. Neste ano, as vendas já ficaram bem parelhas com as do Range Rover Evoque, em torno de 400 carros/mês. Com essa ampliação da gama, a projeção é que as vendas subam em, pelo menos, 25% e cheguem mensalmente a 500 unidades. Nada mal como preparação para a chegada dos produtos feitos no Brasil.
Primeiras impressões
Dinâmica de precisão
São Paulo/SP – O mínimo que se exige de um modelo vendido como premium é que ele transmita a sensação de solidez quando é posto em movimento. Ou seja: o carro deve passar a impressão que “sabe o que está fazendo”. No caso do Q3, ele não só deixa claro que controla a situação como ainda instiga a quem está no volante a tentar extrair um pouco mais do que tem a oferecer. O limite fica por conta do ambiente em que se encontra. No lançamento, por exemplo, o teste foi realizado em rodovias públicas.
No primeiro trecho, o modelo era um Ambiente 2.0 completo. O ganho na potência, passou de 170 cv para 180 cv, deu mais agilidade na hora de acelerar. No zero a 100 km/h, a Audi mediu 7,6 segundos contra 7,8 segundos da antiga motorização, mas a consistência no ganho de velocidade é capaz de impressionar. Nas retomadas, o câmbio de dupla embreagem e sete marchas se encaixa rapidamente sem maiores trancos. Quando se coloca o Audi Drive Select no modo mais esportivo, chamado de Dynamic a direção e a suspensão ficam mais firmes enquanto motor e câmbio passam a responder de forma mais abrupta às solicitações. No modo Comfort, ao contrário, tudo fica um pouco mais frouxo. E macio. Mas a maior novidade do dia era mesmo a motorização 1.4. A príncípio, parece um abuso querer que um motor desse tamanho consiga lidar bem com um crossover de pouco mais de 1.400 kg. Nada disso. Os 150 cv dão até alguma desenvoltura ao modelo. Isso, aliado ao comportamento dinâmico bastante equilibrado – tanto pelo ajuste de suspensão quanto pela rigidez da estrutura –, faz do Q3 um carro agradável e bastante desejável.
Em qualquer versão, o SUV médio da Audi recebe bem os ocupantes. É claro que a vida a bordo é melhor nas versões superiores, com teto solar panorâmico, banco de ajustes elétricos e ar condicionado digital bizone. Mas seja na Attraction, seja na Ambiente, o interior é igualmente confortável e elegante, embora não traga sinais exteriores de requinte. Os materias de revestimento não são exatamente nobres: o couro dos bancos é sintético e os plásticos rígidos do interior não têm toque agradável. Mas há qualidade nos encaixes das peças, cuidado nos detalhes e bom gosto na composição. Características que reafiram a condição de modelo premium. Ficha técnica
Audi Q3 2016
Motor 1.4: Gasolina, dianteiro, transversal, 1.395 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando duplo de válvulas no cabeçote. Duplo sistema de injeção de combustível, direta e multiponto. Acelerador eletrônico e turbocompressor com intercooler.Transmissão: Câmbio automatizado de dupla embreagem com seis velocidades à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração.
Potência máxima: 150 cv entre 5 mil e 6 mil rpm.
Aceleração 0-100 km/h: 8,9 segundos.
Velocidade máxima: 204 km/h.
Torque máximo: 25,5 kgfm entre 1.500 e 3.500 rpm.
Diâmetro e curso: 74,5 mm x 80 mm.
Taxa de compressão: 10:1. Motor 2.0: Gasolina, dianteiro, transversal, 1.984 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando duplo de válvulas no cabeçote. Injeção direta de combustível, acelerador eletrônico e turbocompressor com intercooler.
Transmissão: Câmbio automatizado de dupla embreagem com sete velocidades à frente e uma a ré. Tração integral. Controle eletrônico de tração.
Potência máxima: 180 cv entre 4 mil e 6.200 rpm (220 cv entre 4.500 e 6.200 rpm na versão Ambition).
Aceleração 0-100 km/h: 7,6 segundos (6,4 segundos na versão Ambition).
Velocidade máxima: 217 km/h (233 km/h na versão Ambition).
Torque máximo: 32,6 kgfm entre 1.400 e 3.900 rpm (35,7 kgfm entre 1.500 e 4.400 rpm na versão Ambition).
Diâmetro e curso: 82,5 mm x 92,8 mm.
Taxa de compressão: 9.6:1. Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira independente do tipo multilink, com braços sobrepostos, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Controle eletrônico de estabilidade.
Pneus: 235/55 R17 (Attraction) e 235/50 R18 (Ambiente e Ambition).
Freios: Discos ventilados na frente e atrás. Oferece ABS e EBD.
Carroceria: Utilitário esportivo em monobloco, com quatro portas e cinco lugares. Com 4,39 metros de comprimento, 1,83 m de largura, 1,59 m de altura e 2,60 m de entre-eixos. Oferece airbags duplos frontais, laterais dianteiros e do tipo cortina.
Peso: 1.405 kg (com motor 1.4), 1.540 kg (com motor 2.0 de 180 cv) e 1.565 kg (com motor 2.0 de 220 cv).
Capacidade do porta-malas: 460 litros.
Tanque de combustível: 64 litros.
Produção: Martorell, Espanha.
Lançamento mundial: 2011.
Lançamento no Brasil: 2012.
Face-lift: 2015.
Itens de série e Preços
Attraction: Ar-condicionado, bancos, alavanca do câmbio e volante em couro, apoio de braço dianteiro, computador de bordo, sensor de luz e chuva, Isofix, start/stop, central multimídia MMI, airbags frontais, laterais e de cortina, alarme, assistente de partida em rampas, controle eletrônico de estabilidade e tração, faróis em xênon com ajuste automático de altura, lanternas de leds, sensor de estacionamento traseiro, rodas de liga leve de 17 polegadas e comando de voz. Com motor 2.0, banco do motorista com ajuste elétrico. Preço: R$ 127.190 (1.4) e R$ 145.190 (2.0).Ambiente 1.4: Adiciona ar-condicionado automático de duas zonas, abertura e fechamento elétricos do porta-malas, bancos do motorista com ajustes elétricos e de lombar, retrovisor interno eletrocrômico, teto solar elétrico, rodas de liga leve de 18 polegadas, cruise control, teto solar elétrico e retrovisores externos rebatíveis eletricamente. Preço: R$ 144.190.
Ambiente 2.0: Adiciona Acabamento interno em alumínio, quatro modos de direção (econômico, conforto, esportivo e automático) e sensor de estacionamento dianteiro. Preço: R$ 165.190.
Opcional: central multimídia MMI Plus com sistema de navegação. Preço: R$ 10.500.
Ambition 2.0: Adiciona banco do carona com ajustes elétricos, central multimídia MMI com sistema de navegação. Preço: R$ 190.190.
Opcional: Alerta lateral para mudanças de faixa, sistema de partida sem chave e equipamento de som da Bose. Preço: R$ 7.500.
Fundamentos do mercado - Audi renova o visual do Q3 e cria versões mais baratas para preparar a chegada da produção nacional
Fonte: Salão do Carro
Categoria: Testes














Habitabilidade – O acesso ao veículo é bom tanto à frente quanto atrás. O espaço é suficiente para levar até cinco pessoas em trajetos curtos ou quatro nas viagens longas. O porta-malas de 510 litros é bastante satisfatório. Há no interior bons nichos para carregar os objetos que precisam ficar mais à mão do motorista e o porta-luvas é refrigerado. Nota 8. Acabamento – Os plásticos rígidos estão por toda parte e, embora aparentem qualidade, não proporcionam um convívio agradável. Em áreas de toque, há o uso de revestimentos espumados, menos brutos, exceto nas portas. O design geral é conservador demais. O conjunto parece inferior a alguns rivais com preços mais acessíveis. Os encaixes e a finalização, no entanto, são bem feitos. Os bancos em couro opcionais podem ser pretos ou no tom mais claro da unidade avaliada. Nota 7.
Design – As linhas são bem tradicionais e, de maneira geral, falta um toque de ousadia. A aparência é até agradável, mas não se destaca diante da concorrência. O conservadorismo exagerado expresso no design não combina com a proposta esportiva do motor. Nem mesmo a paleta de cores para a carroceria ajuda. Estão disponíveis apenas os tons branco, preto, azul, cinza e prata. Nota 7. Custo/benefício – O Jetta Highline começa em R$ 93.990, mas completo chega a R$ 107.543. Um Ford Focus Titanium Plus 2.0 com câmbio automatizado custa R$ 98.900 e é até mais bem equipado que o Jetta completo, mas não é turbo e tem “apenas” 178 cv. A Citroen oferece o C4 Lounge 1.6 THP de 173 cv a R$ 89.490 com equipamentos similares ao Jetta completo. No confronto, o Jetta tem a desvantagem de ser movido apenas a gasolina – o que, no mínimo, dobra o valor do IPVA em relação aos rivais. Entre os sedãs médios não há um concorrente com o mesmo desempenho e comportamento dinâmico, mas a Volkswagen cobra muito bem por essa diferença. Nota 6. Total – O Volkswagen Jetta Highline conseguiu 75 de 100 pontos possíveis.
Dinamicamente, porém, o Jetta Highline vai bem quando o acelerador é carregado com firmeza. Não falta força para nada: saídas de sinal, retomadas e ultrapassagens são feitas com um vigor capaz de fazer inveja nos concorrentes mais diretos. O bom torque de 28,6 kgfm aparece por completo em 2 mil rpm, mas o carro se mostra ágil e esbanja vigor em qualquer regime de giros. A transmissão automatizada de dupla embreagem trabalha em sintonia exemplar com o propulsor. Os mais dispostos a ter o controle total das trocas nas mãos podem utilizar as aletas atrás do volante, mas o câmbio explora bem a esportividade do Jetta mesmo quando as mudanças de marchas são feitas automaticamente. A direção elétrica é precisa e transmite segurança o tempo todo, mesmo em velocidades altas. A suspensão mais firme até faz com que os impactos dos desníveis das ruas sejam mais sentidos no interior do carro, mas nada que atrapalhe tanto assim os passeios. Qualquer desconforto é rapidamente recompensado pelas doses de diversão que o Jetta Highline é capaz de oferecer.









